Se há coisa com que, cada vez mais, os pais se preocupam, é com a alimentação dos filhos. Há de todo o tipo, os pais que não permitem que se dê qualquer tipo de alimento com açúcar, aqueles que permitem tudo e mais três colheres de nutella em qualquer dia da semana, aqueles que seguem a alimentação paleolítica e por fim, aqueles como eu, que não seguem nenhuma teoria à risca, preferem o equilíbrio, sempre com alguma preocupação. Verdade seja dita, é que os meus três filhos sempre comeram relativamente bem. Como todos os bebés, tiveram as suas fases e os seus dias, no entanto tudo muito passageiro. Mas, apesar de comerem bem e eu sempre insistir numa alimentação variada, havia alimentos que algum dos três não comia, principalmente legumes cozidos e crus. Nunca mudei a ementa nem fiz comida diferente para aquele que não quisesse. Podia fazer com menor frequência, mas sempre insisti oferecer alimentos que comiam pior e a verdade é que hoje orgulho-me (não sei por quanto tempo), porque comem quase tudo. São crianças e têm dias e claro há sempre algum pedacinho solto de cebola que lhes faz muita confusão. Volto a referir, não sou radicalista, comem sempre sopa, algum legume a acompanhar, faço frequentemente papas de aveia, que já aprenderam a gostar, panquecas e bolos saudáveis mas ao fim de semana e em festas, permito que comam cereais e alimentos mais açucarados, que não consomem durante a semana. E, olhando para os meus filhos, este equilíbrio na alimentação, está a dar bastantes frutos, eles próprios já pedem salada para o jantar. Por isso, não desesperem, que muitas vezes as crianças não comem ervilhas aos 3 anos e depois aos 4 podem comer. Mas para isso, não podem nem devem desistir de oferecer.
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