Competem atenção diariamente, discutem pelo colo da mãe e pelas cavalitas do pai. Têm sempre algo a dizer quando o outro está a falar e querem ser sempre o mais forte, o primeiro e o mais velho. Ela prefere maquilhagens e desenhos, eles espadas e bonecos, mas no fim todos brincam com tudo. O mundo é vosso, vocês são do mundo, infelizmente não são propriedade da mãe e do pai. Espero que daqui a uns anos escolham o que vos faz feliz, ou pelo menos aquilo que pensam que os vai fazer feliz. Não precisam de acertar à primeira, nem escolher o mesmo, um pode ser engenheiro, outro professor e outro agricultor, nem precisam viver na mesma cidade, mas espero, que juntos vão até ao fim do mundo. É por isso que eu luto diariamente, pela vossa união, cumplicidade e interajuda. Que num dia que algum precise, perante alguma adversidade, que se unam, que se defendam ou tentem encontrar o caminho que vos parece mais correcto. Podem e devem continuar a discutir, mas para isso têm de saber ouvir e respeitar as opiniões uns dos outros, podem e devem tentar fazer melhor, mas sem competir. Em pequenos todos adoramos fingir ser adultos, mas na vida real, ser adulto, não é assim tão fácil quanto parece, pode ser aborrecido e complicado, no entanto, se nos rodearmos de quem gosta de nós e de quem nos faz feliz, tudo será mais fácil. Não compliquem, sigam juntos até ao fim do mundo!
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Hoje apliquei uma dica da parentalidade positiva e.... resultou!
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Quem tem mais que um filho ou mesmo só irmãos, sabe que é raro o dia em que não há guerra entre eles. O amor de irmãos é mesmo assim, consegue-se experimentar todos os sentimentos em menos de 10 minutos, ou se amam ou se odeiam. Mas o pior, é quando estas discussões, ocorrem dentro do carro, enquanto nós tentamos conduzir e ao mesmo tempo, controlar a guerra no banco de trás. Nestes últimos dias, depois de vários meses mais calmos, os beliscões, arranhões e chapadas voltaram a fazer parte dos nossos percursos casa-escola/ escola- casa. Altura perfeita para colocar em prática uma dica que aprendi com a Magda Gomes Dias num dos módulos de uma formação de parentalidade positiva. E sabem que mais, resultou! A Magda aconselhou, caso essas discussões aconteçam com frequência, explicar aos filhos, previamente, que se discutissem no carro, a mamã pararia o carro, porque não poderiam fazer a viagem em segurança. E só arrancaria quando todos afirmassem que já não voltavam a bater. E assim fiz! Hoje numa das circulares da cidade, depois de já se terem magoado, encostei o carro e expliquei que assim não podia continuar. A verdade é que uns segundos depois, os três já me estavam a dizer que se íam portar bem. Arranquei o carro e foram até casa muito mais calmos e eu não precisei de entrar nos meus limites vocais.
Experimentem!
Com filhos trigémeos, os interesses são quase sempre os mesmos ao mesmo tempo, no entanto decidi que não haveria direito a brinquedos iguais a triplicar, salvo raras excepções como as trotinetes ou bicicletas (que ainda não têm), que podem usar ao mesmo tempo. Têm os seus brinquedos preferidos ou os que são apenas de um, mas grande parte do que há em casa é de todos. Não obrigo a partilhar os próprios, mas os outros, correcto ou não, incentivo à partilha. Por uma razão ou outra, 99% das vezes, há quase sempre choro e birra, há sempre um contente e outro triste, mas depois quando vejo este pequeno filme que consegui gravar, o meu coração derrete-se e por momentos até penso que estou a fazer um belo trabalho.
E vocês, incentivam a partilha entre irmãos ou cada um tem os seus brinquedos?
Os irmãos aparecem nas nossas vidas quase sempre sem termos muito voto na matéria, são os pais que decidem se querem um ou mais filhos. Parece que aparecem apenas para nos “roubar” o amor dos pais e para quererem os nossos brinquedos, mas depois percebemos que afinal, o amor não se divide, mas que se multiplica e que os briquedos podem ser partilhados, que os dele podem ser meus, enquanto os meus são dele.
Ter irmãos é ter cúmplices, é saber qual o melhor momento para fugir ou fazer a tal asneira, apenas através de um único olhar ou sorriso.
Ter irmãos é sentir na pele sentimentos contraditórios, agora te amo, agora te odeio. É passar de herói a vilão num pequeno instante.
Ter irmãos é aprender a perdoar, perdoar sem cobrar, perdoar sem grandes justificações, só porque sim.
Ter irmãos é ter sempre alguém com quem partilhar as nossas alegrias e as nossas raivas, é ter sempre alguém com quem jogar às escondidas, ao jogo do galo ou até ao dominó.
Ter irmãos é não saber o que é estar sozinho.
Ter irmãos é a melhor herança que os nossos pais nos podem deixar.
Feliz dia dos Irmãos!
Nunca soube o que seria ser filha única, quando nasci já era irmã, a segunda de três. Quando pensei em ser mãe, engravidei a triplicar e cá fora os esperavam duas manas de braços abertos. Cada um, tem quatro irmãos. Nunca tive que tomar a decisão de ter ou dar irmãos, a vida encarregou-se disso, mas acredito que existem muitas mais vantagens do que desvantagens, tais como:
- tornam-se independentes e "despachados" mais cedo;
- aprendem a gerir conflitos, a partilhar e/ou ceder;
- têm sempre um amigo para descarregar as suas frustrações ou alegrias;
- têm sempre alguém para brincar, para irritar ou para lutar, sem grandes justificações, porque entre irmãos há sempre um código secreto;
- têm cúmplices para as asneiras, disparates e para as muitas gargalhadas;
- podem sempre trocar roupa e brinquedos;
- são varios a argumentar contra os pais.
São várias as vezes que os meus filhos se batem, mas enche-me o coração observar a cumplicidade e a amizade que existe entre eles. Só desejo que perdure!
Neste dia mundial do beijo confesso quais são os meus beijos preferidos. Adoro receber montes de beijos dos meus filhos, de todas as formas e feitios, adoro receber beijos do meu marido, mas os que mais me derretem, são os beijos que os meus filhos dão entre eles. Discutem muito, mas nos momentos menos bons, há sempre algum disponível para abraçar e beijar o irmão. Nesses momentos, sinto uma cumplicidade e um carinho entre irmãos inexplicável. Apenas espero e desejo que se continuem a beijar e a abraçar de forma tão inocente, para o resto das suas vidas.
Fins de semana com as manas é sinónimo de muita loucura! Dias de chuva, muitas crianças em casa e um amor inexplicável entre irmãos representa-se numa única foto, que ilustra bem o cenário vivido. Guerra de almofadas, sofás remexidos pelo jogo das escondias, roupa e sapatos espalhados pela casa e uma mãe cansada a rezar a todos os santinhos que o governo decrete um feriado extraordinário na próxima semana, que se prevê longa e de difíceis resoluções.
Aproveitem bem o que resta deste domingo e uma boa semana!!