Os meus filhos, principalmente os meninos têm uma péssima relação com brinquedos novos e inteiros, gostam cada vez mais de bugiganga, daqueles brinquedos que levam no bolso para qualquer lado e que vão acumulando nos tapetes do carro. Já brincaram mais com legos e com cubos mas agora preferem desenhos, pinturas e recorrer à imaginação. Procuram objectos e constroem gincanas, que por um lado me deixa satisfeita, mas por outro me deixa ainda mais cautelosa com o perigoso que se tornar. Trepam cadeiras de formas estranhas, saltam, andam para trás, dão cambalhotas, enfim, uma série de acrobacias que às vezes, até preferia nem ver!
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Na verdade, não sei muito bem! Se alguém me poder dar dicas, agradeço! Neste momento estamos a entrar nessa fase e não está a ser nada fácil contrariar a insistência do trio para mexer nos smartphones e tablets. Sinceramente, penso que os próprios culpados desta situação, somos nós os pais, que diariamente nos agarramos a estas novas tecnologias e por vezes ainda os incentivamos com joguinhos, tudo por uns minutos de silêncio. Claro que a curiosidade dos pequenos em deslizar o dedo nestes ecrãs mágicos que com um simples clique aparece o vídeo do Panda e os Caricas, vai crescendo. Em casa, assim que pousamos o telemóvel, seis olhos se dirigem para um único objecto e iniciam se nas artes circenses para o alcançar! Claro que depois é muito mais difícil lidar com três birras, daquelas que o chão fica bem limpo, que dar-lhes o iphone. Tentamos persuadi-los com telefones antigos, com brinquedos barulhentos e nada os demove!
Não sou contra o uso e respeito quem o faça, até porque o uso destes equipamentos em crianças com dificuldades ao nível da comunicação traz grandes benefícios. Pessoalmente tento evitar porque acho que 2 anos ainda é muito cedo para ficar dependente deste "brinquedo" da nova geração, que têm muitos anos pela frente e que neste momento precisam de estimular mais a motricidade fina, a criatividade, linguagem e organização, através do BRINCAR!