Mostrar mensagens com a etiqueta desenvolvimento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta desenvolvimento. Mostrar todas as mensagens
Das coisas que ouço com mais frequência quando sabem que tenho trigémeos é que o pior já passou e que com 5 anos já não dão tanto trabalho. Pois, enganam-se... foi preciso chegarmos aos 5 anos e meio para que os meus filhos, principalmente um, fizesse uma birra daquelas que qualquer pessoa, antes de ter filhos, dizia “filho meu, nunca fará isto no supermercado!” Foi hoje o dia!! Os clientes do Jumbo tiveram direito a um espectáculo de esperneio, de gritaria, de choro e mais não digo, porque não pagaram bilhete!!! Tudo porque queriam um brinquedo, nem sei qual. Mas o melhor disto, é que nós pais conseguimos manter a postura, não nos passámos e ainda conseguimos rir da situação, de estar toda a gente a olhar para nós em plena caixa de supermercado, que continuou pelos corredores fora! Não sei o que será mais correcto nestas situações, mas fico orgulhosa, principalmente como nós, casal, conseguimos ultrapassar as situações sem entrar em stress e conflito.
Sendo assim, vou continuar à espera dessa fase que já não dará trabalho. 








3

Nem quero imaginar como vai ser...

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Os trabalhos de casa fazem parte do percurso escolar, e desde que não seja em exagero, como o que se vê por aí, 5 fichas de um dia para o outro ou 20 ao fim-de-semana, até concordo com os mesmos. E este fim de semana, já nos “calhou na rifa”, um pequeno trabalho de pesquisa, nada intenso e até bastante interessante. Um tinha de pesquisar e recortar peixes, o outro aves e o outro reptéis. Mas... e o filme que é para fazer trabalhos da escola com eles?!! Um diz que não é assim, o outro diz que a professora disse que era e o outro nem quer fazer... depois um responde pelo outro, o outro chora porque o irmão respondeu e não era a vez dele.... um verdadeiro desastre!! Claro que, com isto tudo, só imagino como será para o ano, quando entrarem no primeiro ano. Terei que fazer os trabalhos de casa individualmente com cada um deles...e longe dos outros para que não respondam!! Já para não falar daqueles comentários que trocam entre eles, quando um sabe e o outro não! Por sorte e espero que assim continue, a escola onde andam, não envia muitos tpc, mas por muito poucos que enviarem, não sei como vou conseguir desdobrar-me.  Têm ideias??!!








Ouvimos falar de bebés prematuros que pesam menos de 1kg, que precisam de ficar uns dias numa incubadora, mas não temos a noção do que isso significa e implica. São bebés muito mais pequenos do que alguém que não tenha visto nenhum, consegue imaginar. São muito frágeis e sensíveis a qualquer ruído ou manipulação mais forte e requerem muitos cuidados minuciosos, como uma simples troca de fralda, para se manterem ligados à vida. Infelizmente, é um número que tem aumentado ao longo destes últimos anos. Em Portugal, cerca de 1 em cada 13 nascimentos ocorrem antes das 37 semanas de gestação. Por esta razão, é importante que haja uma evolução na indústria de produtos para o cuidado do bebé que nasceu prematuro. Recordo-me, que quando os meus filhos nasceram, os enfermeiros e até eu, tinhamos de cortar e selar fraldas para que se adequassem aos seus pesos de cerca de 1kg. Relembro que o mais pequeno nasceu com 965 g e o maior com 1130g, peso que baixou ainda mais nos dias seguintes ao nascimento. 
Por este motivo, é óbvio que a minha alegria é imensa, ao receber a notícia de que a Dodot desenvolveu umas fraldas mais pequenas, as Dodot Sensitive Prematuro tamanho -3, que são três vezes mais pequenas do que as fraldas para um recém-nascido de termo. Em números, são fraldas que se adequam a bebes com um peso inferior a 800g. E melhor notícia ainda, é que a marca doará a partir de Janeiro de 2019, 200.000 fraldas aos hospitais portugueses. Agora só anseio que a Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais onde os meus filhos nasceram e onde eu também trabalho, seja uma das privilegiadas. 

Para que tenham uma noção mais real do tamanho de um prematuro extremo, deixo-vos a fotografía do gorro que a minha filha usou um mês depois de nascer e de um gorro de recém-nascido, assim como o tamanho da fralda Dodot T-3 comparativamente com uma fralda T3.








A Dodot vai ajudar os nossos pequenos guerreiros, mas nós também podemos ajudar partilhando o video abaixo em que cada partilha, a XXS- Associação Portuguesa de Apoio ao Bebé Prematuro, recebe 1€. 






0

Quando o primeiro dente cai....

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Como assim, já caiu um dente ao meu filho!? É mais uma etapa que fica registado nos álbuns e na memória, mais uma fase que anuncia aquilo que nós mães sabemos e não queremos ver... que eles crescem, que se tornam independentes e que deixam  de procurar o nosso colo nos bons e maus momentos. Um misto de emoções. Feliz por vê-lo eufórico a festejar a queda do dente, a querer mostrar a toda a gente (e eu com medo que o perdesse) e triste por sentir que o Dinis ganhou mais uma asa para voar. Mas faz parte... e o melhor de tudo, é agradecer e festejar por estarmos presentes nesses momentos. 
Ontem entrou um novo membro na nossa família, que promete não sair assim tão depressa. A Fada dos Dentes, passou por cá e deixou umas moedinhas e uma carta endereçada ao Dinis. O Diego e a Maria, que por enquanto não têm nenhum a abanar, empurram os dentes a toda a hora, para que algum caia. 




Hoje num contexto de brincadeira com rimas, pela primeira vez saiu um palavrão ao Dinis. E não daqueles que às vezes nos possam escapar em casa numa situação de stress, como m...da. Para começar foi logo à grande, razão para me deixar em apneia, sem reacção por milésimas de segundos e capaz de furar a terra como uma toupeira, caso alguém tivesse ouvido. Ah, e tal mas estava a jogar e a explorar os sons e palavras! Pode ser, mas para a verbalizar é porque já a ouviu. E é óbvio, que faz parte do desenvolvimento, e que isto está apenas a começar, porque estando em contacto com miúdos grandes, aprendem tudo o que é bom e tudo o que é menos bom. E nessas alturas, o que devemos fazer?! Bem, na minha ignorância e sem ler nada sobre o assunto, ignorei e mudei de assunto. Não repreendi, não chamei a atenção de que palavras feias não se dizem, apenas passei à frente sem valorizar. Dessa forma, não criei aquele bichinho do fruto proibido e da vontade em repetir uma asneira porque é engraçado! Vamos ver se resulta, pelo menos durante uns tempos.  E vocês como reagem ou reagiriam?




0

Desfralde nocturno: como está a correr?!

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Há já umas semanas contei-vos por aqui, que o trio ainda usava fralda à noite. Não que estivesse muito preocupada com o assunto, mas porque inevitavelmente é uma pergunta que surge algumas vezes e um pensamento que ocorre nos dias em que vou às compras quando pego em pacotes de fraldas. Sempre achei que são as crianças a darem o sinal da sua maturidade e assim aconteceu! A Maria começou a acordar com a fralda seca por vários dias seguidos, mesmo a continuar rejeitar fazer xixi durante a noite  e eu arrisquei. Nunca mais lhe coloquei a fralda. Desde esse dia, só houve um descuido, porque teimou em não fazer xixi antes de se deitar. Mas também aprendeu que se não fizer antes de se deitar, faz na cama. Só queria acrescentar que não cortei os líquidos, isto é, bebe água durante a tarde e à refeição por volta das 19h30. A única coisa que retirei há alguns meses foi o leite da noite. Sem querer entrar em comparações, mas apenas para alertar que não há regras, mas sim timings, a Maria foi a última a conseguir controlar os esfíncteres durante o dia e à noite foi a primeira. 




Ah e tal..., as meninas são mais vaidosas que os meninos?! Pois eu tenho dos dois sexos, com a mesma idade e não consigo chegar a essa conclusão, pelo menos por enquanto. Tenho uma menina que adora saias, vestidos, brilhantes e lantejoulas, mas no entanto, considero-a mais comichosa que vaidosa. Queixa-se muito mais que a roupa aperta, que está larga, que estica daqui ou acolá, do que propriamente do que gosta ou não gosta de ver vestido. Tenho um menino, que em relação às modas, é super tranquilo, que veste o que lhe dou, fica penteado como eu quero, etc, etc.... Depois tenho o Diego que, por ele, enfiava a cabeça todos os dias de manhã no boião do gel, para conseguir uma poupa à Elvis Presley. Como eu não deixo, insiste no calor do secador, durante uns bons minutos até que os cabelos se mantenham em pé! Não sendo a vida justa, teve logo que lhe calhar o cabelo mais fininho e escorrido dos três, que não aguenta mais que 5 minutos no ar!!! 
Se é assim aos 4, não quero imaginar aos 14?!!




O mindfulness é uma prática muito popular hoje em dia, ou pelo menos, um termo muito usado. No mundo em que vivemos, cheio de pressão e stress, a importância de estar em sintonia com o corpo e a mente é cada vez mais valorizada. Estes novos padrões de comportamento também se aplicam às crianças, e por isso a Educa lançou num mercado as Nebulous Stars, uns jogos com o objectivo de melhorar a atitude e a criatividade, favorecendo o relaxamento. 
O trio teve a oportunidade de experimentar 3 das 12 actividades que se encontram à venda, e apesar de estar indicado para uma idade ligeiramente superior, só vos posso dizer que ainda não largaram as caixas. Também é um jogo mais indicado para meninas, mas como cá em casa, todos brincam com tudo, os três exploraram os jogos.





1. O Adivinhador da Marinia é completamente personalizável, porque contém uma grande variedade de de folhas de origami e mais de 740 complementos decorativos.





2. Os desenhos para Raspar Nebulia (os meus favoritos), vêm num papel negro opaco que ao raspar,  faz magia e transforma-se num desenho de bonitas cores metalizadas. 





3. Spiro Estrelas Isadora é o espirografo da Via Láctea para desenhar constelações, remoinhos e galáxias no papel estrelado graças às suas canetas de gel com efeito metálico. 










Neste momento, já devem estar a fazer contas aos anos do trio e a pensar, mas com quase 5 anos ainda usam fralda à noite?!! Sim, os três! E sinceramente, não prevejo que esta etapa seja concretizada dentro de dias, nem semanas. A Maria foi a primeira a manifestar vontade de deixar a fralda à noite e de facto, acordada, não deixa colocar. Mas depois, faz-me levantar durante a noite (ainda mais vezes que o habitual) para a colocar a fazer xixi, e nada. Desperta, diz que não tem xixi, abro a torneira da água na esperança de lhe dar vontade, grita que não quer e nada. Volta para a cama e passado um tempo, faz na cama. Solução, voltar a colocar a fralda. O Dinis e o Diego já falam no assunto, mas continuam a ensopar (literalmente) a fralda da noite. Já tivemos um avanço, consegui tirar o leite da noite, no entanto ainda bebem alguma água depois das 18h. Já lhes expliquei que para deixar a fralda, nao podem beber água, mas eles refilam, com razão, que têm sede. 
O não desfralde nocturno aos 4 anos e meio é sempre daqueles assuntos que fazem revirar os olhos a qualquer pediatra e/ou psicólogo, mas sinceramente (se calhar erradamente) não é um tema com o qual esteja muito preocupada. Acredito, que não irão dormir à casa da(o) namorada(o) de fralda, por isso, tranquila. Claro que gostaria de poupar uns euritos em fraldas, mas também tenho a certeza de que o que pouparia, gastaria em água e luz a lavar lençóis, por isso vamo-nos aguentando nesta batalha sem pressão. Já para não falar do dormir, porque se às excursões que fazemos pelo corredor a levar e trazer crianças da nossa cama, somarmos as idas à casa-de-banho, resta-nos a meia hora entre o primeiro e o segundo toque do despertador. 
Deixando de brincadeiras, se tiverem dicas, aceito!!!



Quando se navega pelos fóruns de mães, aparecem muitas questões pertinentes, dúvidas existenciais e às vezes nem tanto, mas neste caso, vou falar-vos de um exemplo que me toca directamente, porque é a minha profissão, Terapeuta da Fala e porque hoje se comemora o dia Europeu da Terapia da Fala. Numa dessas publicações, uma mãe ligeiramente indignada, (sem ser nem a primeira nem a última com esta dúvida), questionava o que uma criança com pouco mais de um ano fazia na terapia da fala, se com essa idade, maior parte das crianças não fala, e que de certeza que os problemas eram das pessoas, que são umas stressadas. Pois, de facto, a maior parte dos bebés com essa idade apenas produzem poucas palavras ou nenhumas. Mas antes de falar, será que não há competências que deveriam ser adquiridas?! Muitas mesmo....logo assim que nasce, o bebé apresenta um reflexo de procura da mama ou biberão, para que possa abocanhá-la e mamar, com os reflexos de sucção e deglutição. No entanto, estes reflexos podem estar alterados ao nascimento por causas diversas, nomeadamente a prematuridade ou alguma complicação do parto, o que justifica a intervenção de um terapeuta da fala numa neonatologia ou obstetrícia. Mais tarde, na introdução dos sólidos, o bebé também pode apresentar alterações da mastigação, movimentos esses muito importantes para a aquisição de alguns pontos de articulação. Já para não falar na audição, que estando alterada poderá afectar a compreensão do sons e da mensagem e originar um possível atraso no desenvolvimento da linguagem. Assim, de uma forma muito simples, a intervenção do terapeuta da fala pode fazer toda a diferença dos 0 aos 100 anos de idade, porque não intervém apenas nas alterações da fala, mas sim em todos as áreas relacionadas com a comunicação verbal e não verbal, linguagem oral e escrita, articulação, deglutição, sucção, fluência, motricidade oral e voz.  Não se esqueçam que a idade não é um factor determinante para procurar um terapeuta da fala e que uma intervenção precoce e atempada pode evitar maiores complicações no futuro. 




0

Hoje apetece-me contar a meio mundo...

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

É verdade! Hoje apetece-me gritar e contar a meio mundo o meu motivo de felicidade. Pode não ser nada de especial para muitos e também nenhuma novidade para nós, mas é mais uma conquista. Quem tem prematuros ou filhos com alguma dificuldade/ atraso no desenvolvimento percebe o quanto estas conquistas são importantes. Nascer 3 meses antes do tempo pode trazer muitas sequelas no desenvolvimento de uma criança e por essa mesma razão, os bebés prematuros costumam ter um acompanhamento mais constante e rigoroso até pelos menos aos 6 anos. As escalas de avaliação valem o que valem, nós sabemos, mas também sabemos que muitas vezes só podemos ter a confirmação de maior parte dos diagnósticos depois de as aplicar. Hoje recebemos os resultados da avaliação da psicologia e não poderíamos estar mais orgulhosos e agradecidos pelos resultados. Está tudo bem. Nós que lidamos diariamente com os nossos filhos, vemos muita coisa, mas às vezes também não queremos ou preferimos não ver, por isso que alguém de fora nos apresente resultados normais, é uma gratificação. Não significa com isto, que esteja à espera que no futuro, sejam os melhores alunos da sala ou que apareçam nos famosos quadros de honra. Não. Tem muito mais valor que isso. Significa que estamos a rumar no caminho certo, que estamos a criar crianças felizes, que brincam, que se interessam e que aprendem. Que apesar das suas 27 semanas de nascimento, conseguiram ultrapassar as dificuldades, até agora! 



3

Estou farta....

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

À mesa do pequeno almoço, que mesmo poucos minutos depois de acordarem, parece um campo de batalha de palavras que vão e voltam em direções diferentes, e onde se acrescentam as queixinhas: “oh, mãe, o mano chamou-me cocó... bebé.... feio... gordo”, o Diego, um “pica-miolos” com o dom da palavra, quem o conhece não me deixa mentir, começou por chamar bebé ao Dinis, que por sua vez, choraminga ofendido. Mas a Maria, que está sempre atenta aos comportamentos dos irmãos, no caso de sobrar para ela, faz aquele ar sério, de olhos abertos e sem pestanejar e diz: “estou farta Diego, estou farta”! Claro que contado não tem o mesmo impacto, mas vocês imaginem aquele ar que um adulto coloca quando repreende uma criança (possivelmente eu) e o Diego estupefacto com as palavras da irmã. É cada vez mais  o nosso dia a dia, palavras soltas para se irritarem uns aos outros, conversas que terminam sempre em pequenas ofensas, quando não são festinhas de amor, muitas, muitas queixinhas e pouco, muito pouco silêncio. 




0

Feliz com a escolha que fizemos

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Nas últimas três semanas, parece que os meus filhos engoliram pilhas duracell ou encarnaram diabinhos. Não correm, voam, não falam, gritam, voltaram a implicar e a bater uns nos outros e para piorar ligeiramente, o Diego parece que entrou numa adolescência da infância. Confronta-nos, responde-nos, quase como qualquer adolescente dos seus 12 anos. Decidimos tomar algumas atitudes em relação a este comportamento, mas não tendo sido suficiente, resolvi pedir ajuda na escola, apesar de lá se portar bem. Ser mãe de trigémeos, ensinou-me a prevenir o caos e a antecipar tudo para evitar atitudes mais drásticas. Estou ciente que a educação deve ser dada pelos pais, mas como grande parte do tempo deles, é passado na escola, ninguém melhor para conversar com ele, do que pessoas exteriores à família, que tanto gosta e respeita. A verdade é que, apesar de continuar travesso como sempre foi e será, a consciência dele em relação aos seus comportamentos incorrectos aumentou. Tem evitado certas atitudes, e quando as toma, pede desculpa mais rapidamente ou pelo menos apercebe-se de que errou. Sei que haverá ainda, muitos dias maus e outros melhores, que são fases que vão e voltam mas fico satisfeita por poder contar com a ajuda da escola para solidificar algumas regras, quando nós pais não conseguimos fazer sozinhos. Entregá-los diariamente, sem vir de coração partido, porque correm de alegria para entrar na escola, tranquiliza qualquer pai e/ou mãe. E nesta altura, em que ainda se ouve casos de maus tratos a crianças em creches e jardins de infância, só posso estar grata e feliz pela escolha desta escola, pelo menos por enquanto. 



Dos 3 aos 4 anos

Nesta altura a criança já apresenta um vocabulário muito diversificado e já articula correctamente as vogais e maior parte das consoantes. Desenvolve diálogos e conversas mais elaboradas em todos os contextos e começa a questionar e argumentar.

Como estimular:

Aproveitar o jogo simbólico ou imagens para que a criança invente histórias.

O que evitar:

Uso prolongado da televisão e tablets. Utilizar linguagem infantilidade. 

Dos 4 aos 6 anos

O discurso da criança está cada vez mais parecido com o do adulto, em termos gramaticais e de vocabulário. Consegue relatar acontecimentos passados e antecipa outros no futuro. Até aos 5 anos, deverá ser capaz de produzir todos os sons da língua portuguesa, de forma correcta. 

Como estimular:

Deixe a criança falar, relatar e inventar, incentivando a interacção e o diálogo com perguntas e respostas. Utilize conceitos abstractos, emoções e sentimentos nas conversas e brincadeiras. Comece a fazer jogos com palavras, utilizando rimas e lenga-lengas.

O que evitar:

Interromper a criança durante o seu discurso e o uso prolongado de televisão e tablets.

 

É impossível imaginar a vida humana sem linguagem. No entanto, a capacidade natural de adquiri-la não significa que o desenvolvimento da linguagem não seja influenciado pelas experiências e vivências a que uma criança é exposta. Por esta razão, e sendo este um blog de uma mãe que também e terapeuta da fala, deixo-vos algumas dicas para estimular a linguagem. 

No primeiro ano de vida

No início de vida do bebé, o choro é a principal meio de comunicação, no entanto aos poucos e poucos vão surgindo alguns sons guturais de forma involuntária. A partir dos 6 meses, altura em que o bebé já reconhece a maior parte das vozes mais familiares, começa a procurar alguma interação. Responde quando se chama pelo seu nome e inicia o palrar de sons como o /p/, /b/, /g/ e /k/. A presença do riso e gargalhada é cada vez mais frequente em momentos de brincadeiras e os gritos são utilizados para chamar a atenção e como forma de reacção ao que observa. Já próximo de um ano pode começar a produzir as primeiras palavras e compreende o "não".

Como estimular:

Muita conversa durante o banho, durante a alimentação e durante o vestir. Explicar o que se está a fazer com frases simples e curtas. Brincar de frente a frente com o bebé, sem distractores, produzindo sons, palavras com entoações diferentes ou utilizando o toque. Pode recorrer a brinquedos sonoros e luminosos com os sons de animais e objectos, mas tente sempre verbalizar o que está a ver. 

O que evitar:

Sons muito fortes e períodos prolongados de estímulo. Perto de um ano, quando o bebé já tem alguma intenção comunicativa, não seantecipe à vontade do seu filho, espere que ele se esforce a pedir.

Entre 1 e os 2 anos
 
Nesta fase, a criança já compreende ordens simples, principalmente se forem acompanhadas por gestos. Perto dos 18meses, já pode produzir cerca de 20 palavras e começa a formar frases de duas palavras "dá água". Identifica partes do corpo e a imitação de sons dos objectos é cada vez mais frequente. Aos 2 anos, já produz cerca de 50 palavras ou mais. Compreende ordens compostas e começa a usar frases de 3 palavras com verbos. A fala é muitas vezes ininteligível, ou seja, que não se percebe. Tenta cantarolar.

Como estimular:

Leia histórias ou descreva as imagens dos livros. Pergunte "Onde está o...?" Cante e ouçam músicas infantis com coreografias associadas. Pode começar a ver desenhos animados por períodos curtos de tempo e acompanhado. Diga o nome dos objectos e explique para que serve. Utilizar uma linguagem simples e correcta.

O que evitar:

Evitar antecipar-se ao desejo da criança e falar de forma abebezada, utilizando palavras infantis, como popó em vez de carro e papa em vez de comer. Se a criança usa chupeta, esta é a altura ideal para ser retirada, uma vez que pode influenciar na articulação dos sons.

2 a 3 anos

Produz pelo menos 250 palavras e começa a construir frases de três palavras com recurso a verbos, preposições e plurais. Conhece algumas cores e compreende as noções espaciais "em baixo" "em cima", "à frente", "atrás", mesmo que as confunda a expressá-las. Sabe o nome, o sexo e a idade. Nesta altura pode surgir uma ligeira disfluência (gaguez). 

Como estimular:

Converse muito com a criança perguntando o que fez durante o dia, o que comeu, com quem brincou... Repita o que o seu filho lhe disse, de forma correcta e simples. Durante a leitura de histórias, faça perguntas sobre o que já aconteceu e o que poderá acontecer. 

O que evitar:

Evite falar pela criança e em situações de gaguez, evite completar frases, interromper para pedir para respirar e mostrar impaciência ou frustração. 

 
(Dos 3 aos 6 anos irá ser publicado amanhã)

0

Montessori: como saber mais?

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Contam-se pelos dedos, as mães actuais que não ouviram falar do Método Montessori, ou mais especificamente daquelas camas maravilhosas que são colocadas directamente no chão, sem barreiras nenhumas ou do quarto com todos os móveis acessiveis às mãos da criança. Mas será que sabemos tudo? Será que sabemos como aplicar este Método ao nosso dia-a-dia, promovendo a autonomia e auto-estima da criança?! Que brinquedos ou actividades serão os mais adequados às nossas crianças?! Para nos ajudar nestas respostas e mais algumas, que diariamente, passam pelas cabeças das mães, que querem ajudar os seus filhos a crescer ainda mais felizes, num ambiente à sua altura, o Jardim das Descobertas está a organizar uma série de formações sobre o Método Montessori, administradas por Joana Rebelo, formada em Pedagogia Montessori e autora da loja online O quarto dos brinquedos
 
Fiquei com pena de só ter tido conhecimento destas formações agora, depois de ter mudado o quarto dos miúdos. Confesso que as camas junto ao chão, apesar de serem lindas, nunca foram a minha primeira opção, no entanto, tentei comprar as mais adequadas para o tamanho dos meus filhos, para que pudessem entrar e sair, sem se magoar. Como já falei em outro post do blog, acho que a Maria teria adorado uma cama ao estilo Montessori, daria-lhe muito mais segurança e já não acordava no chão (acho que já passou essa fase). 
 
 
Apesar de haver imensos programas para os fins-de-semana de Verão, não percam esta oportunidade. As vagas são limitadas e as inscrições têm data limite até dia 3 de Julho
 
Mais informações:
 
 
 
 
Créditos: Pixabay
 
 
 
 
0

Fotografias que marcam #5

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Uma das coisas que me perguntam mais vezes, é como fazia para alimentar os três, se choravam todos ao mesmo tempo ou se já nasciam ensinados a saber esperar. E de facto, apesar de termos vivido em regime militar durante basicamente dois anos, com horários muito rígidos, muitas vezes a “coisa” descontrolava-se e entravam num pranto ensurdecedor. Já seria uma hora de sorte, se tivesse uma ajuda comigo, mas mesmo assim, sobrava sempre um para alimentar. Tentei sempre aproveitar o momento da alimentação para dar colo um a um e contemplar apenas aquele filho, muitas vezes abanando uma espreguiçadeira em cada pé. Mas nos momentos aflitivos, em que mal dava tempo para preparar leites, tinhamos de ceder e algumas vezes, dêmos biberão a dois ao mesmo tempo. Não é fácil, principalmente se forem como dois deles, que se engasgavam com facilidade, mas com a prática lá se consegue, aliás, acho que em situação de desespero, consegue-se tudo. 
 
 
 
0

Fotografias que marcam #4

quarta-feira, 10 de maio de 2017

A Misha é uma gata persa, gentilmente oferecida por uma paciente, e faz parte da nossa família há 7 anos. Quando eu engravidei, foi a primeira a presentir; mesmo antes de eu saber que estava de esperanças, tomou posse da minha barriga e sempre que me sentava ou deitava, subia logo para cima. É evidente que quando o trio saiu do hospital, tivemos algum receio em relação a alguns comportamentos que a gata pudesse ter, ao sentir ciúmes e também pela quantidade de pêlo que costuma deixar. Não evitámos o contacto, nem tomámos precauções extras e ela adaptou-se num instante aos bebés. Nunca se aproximou demasiado deles, mas também não deixava de andar por perto, à excepção dos momentos em que choravam, principalmente se fosse a Maria. Sempre teve uma preferência notória pela princesa da casa, possivelmente por ter um choro muito, muito estridente (ainda tem), que se assemelha à frequência do miar do gato (quase que nos rebenta os tímpanos). Nesta foto capturei um momento desses, em que a Maria chorou, a Misha foi para cima, acalmando-a, e para a foto ficar mais uau, ainda abriu a boca, tipo leoa a proteger a sua cria. Os animais são realmente incríveis.
 
 
2

Fotografias que marcam #3

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Quando se é mãe de trigémeos, das primeiras coisas que nos passa pela cabeça é a palavra praticidade, ter um espaço adaptado a três bebés, sem grandes complicações, com tudo à mão e principalmente escolher roupa prática. Na lista da maternidade não existe espaço para cueiros ou chambres, principalmente se nascem no Inverno, como foi o caso, mas sim, para um número interminável de  bodies e babygrows, de preferência com abertura à frente. Mas como sempre fui muito dada à moda e à roupa mais clássica, com bordados e golinhas, sempre que saíamos, ou seja, íamos ao médico, vestia-lhes uns conjuntos mais rococós. Na altura, não havia a variedade de lojas online, como há hoje, e a Chicco foi sempre a nossa preferência. Esta foto foi tirada na primeira saída de casa, após alta hospitalar, para irmos à pediatra. Só de pensar que os vesti em casa, para chegar à pediatra, despir, voltar a vestir e despir quando chegássemos a casa para não se sujarem (no início tinha esta mania), fiquei cansada. Não seria mais fácil tê-los levado de fato treino?!
 
 
 
 
 
0

Fotografias que marcam....#1

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Hoje damos início a uma nova rubrica no blog, “fotografias que marcam”, onde todas as semanas vou publicar uma fotografia dos trigémeos ou relacionada, que nos marcou ou nos faz recuar aquela época. Ainda não passou uma vida, mas já passaram três anos e meio, e como o blog foi criado muito depois deles nascerem, acho que faz todo o sentido conhecerem um pouco mais da nossa etapa inicial. O que acham?
 
 
Se contarem, em cima desta mesa estão 12 biberões, sim 12. E pensam vocês, de quando eram estes 12 biberões! Pois, esta fotografia foi tirada depois da primeira noite com os três em casa e estes 12 biberões foram os que o trio bebeu durante essa noite. O cenário repetiu-se durante uns bons meses e claro que, de manhã a nossa vontade era deitar a cabeça em qualquer superficie e dormir. Havia quatro tipos de biberões, com quatro tipos de retinas, propositadamente. Sempre quis que se habituassem a várias tetinas, desde que fossem de látex e do mais simples que havia no mercado, nada anti-cólicas, nem anti-refluxo, nem a imitar o mamilo. 
Foram dezenas de noites a dormir meias-horas, esterilizadores a funcionar sem horário certo e litros de detergente de loiça, no entanto já deixa saudades e se não fossem estes registos fotográficos, já não nos lembrávamos.

Blogs Portugal