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Das coisas que ouço com mais frequência quando sabem que tenho trigémeos é que o pior já passou e que com 5 anos já não dão tanto trabalho. Pois, enganam-se... foi preciso chegarmos aos 5 anos e meio para que os meus filhos, principalmente um, fizesse uma birra daquelas que qualquer pessoa, antes de ter filhos, dizia “filho meu, nunca fará isto no supermercado!” Foi hoje o dia!! Os clientes do Jumbo tiveram direito a um espectáculo de esperneio, de gritaria, de choro e mais não digo, porque não pagaram bilhete!!! Tudo porque queriam um brinquedo, nem sei qual. Mas o melhor disto, é que nós pais conseguimos manter a postura, não nos passámos e ainda conseguimos rir da situação, de estar toda a gente a olhar para nós em plena caixa de supermercado, que continuou pelos corredores fora! Não sei o que será mais correcto nestas situações, mas fico orgulhosa, principalmente como nós, casal, conseguimos ultrapassar as situações sem entrar em stress e conflito.
Sendo assim, vou continuar à espera dessa fase que já não dará trabalho. 








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Nem quero imaginar como vai ser...

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Os trabalhos de casa fazem parte do percurso escolar, e desde que não seja em exagero, como o que se vê por aí, 5 fichas de um dia para o outro ou 20 ao fim-de-semana, até concordo com os mesmos. E este fim de semana, já nos “calhou na rifa”, um pequeno trabalho de pesquisa, nada intenso e até bastante interessante. Um tinha de pesquisar e recortar peixes, o outro aves e o outro reptéis. Mas... e o filme que é para fazer trabalhos da escola com eles?!! Um diz que não é assim, o outro diz que a professora disse que era e o outro nem quer fazer... depois um responde pelo outro, o outro chora porque o irmão respondeu e não era a vez dele.... um verdadeiro desastre!! Claro que, com isto tudo, só imagino como será para o ano, quando entrarem no primeiro ano. Terei que fazer os trabalhos de casa individualmente com cada um deles...e longe dos outros para que não respondam!! Já para não falar daqueles comentários que trocam entre eles, quando um sabe e o outro não! Por sorte e espero que assim continue, a escola onde andam, não envia muitos tpc, mas por muito poucos que enviarem, não sei como vou conseguir desdobrar-me.  Têm ideias??!!








Ouvimos falar de bebés prematuros que pesam menos de 1kg, que precisam de ficar uns dias numa incubadora, mas não temos a noção do que isso significa e implica. São bebés muito mais pequenos do que alguém que não tenha visto nenhum, consegue imaginar. São muito frágeis e sensíveis a qualquer ruído ou manipulação mais forte e requerem muitos cuidados minuciosos, como uma simples troca de fralda, para se manterem ligados à vida. Infelizmente, é um número que tem aumentado ao longo destes últimos anos. Em Portugal, cerca de 1 em cada 13 nascimentos ocorrem antes das 37 semanas de gestação. Por esta razão, é importante que haja uma evolução na indústria de produtos para o cuidado do bebé que nasceu prematuro. Recordo-me, que quando os meus filhos nasceram, os enfermeiros e até eu, tinhamos de cortar e selar fraldas para que se adequassem aos seus pesos de cerca de 1kg. Relembro que o mais pequeno nasceu com 965 g e o maior com 1130g, peso que baixou ainda mais nos dias seguintes ao nascimento. 
Por este motivo, é óbvio que a minha alegria é imensa, ao receber a notícia de que a Dodot desenvolveu umas fraldas mais pequenas, as Dodot Sensitive Prematuro tamanho -3, que são três vezes mais pequenas do que as fraldas para um recém-nascido de termo. Em números, são fraldas que se adequam a bebes com um peso inferior a 800g. E melhor notícia ainda, é que a marca doará a partir de Janeiro de 2019, 200.000 fraldas aos hospitais portugueses. Agora só anseio que a Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais onde os meus filhos nasceram e onde eu também trabalho, seja uma das privilegiadas. 

Para que tenham uma noção mais real do tamanho de um prematuro extremo, deixo-vos a fotografía do gorro que a minha filha usou um mês depois de nascer e de um gorro de recém-nascido, assim como o tamanho da fralda Dodot T-3 comparativamente com uma fralda T3.








A Dodot vai ajudar os nossos pequenos guerreiros, mas nós também podemos ajudar partilhando o video abaixo em que cada partilha, a XXS- Associação Portuguesa de Apoio ao Bebé Prematuro, recebe 1€. 






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Quando o primeiro dente cai....

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Como assim, já caiu um dente ao meu filho!? É mais uma etapa que fica registado nos álbuns e na memória, mais uma fase que anuncia aquilo que nós mães sabemos e não queremos ver... que eles crescem, que se tornam independentes e que deixam  de procurar o nosso colo nos bons e maus momentos. Um misto de emoções. Feliz por vê-lo eufórico a festejar a queda do dente, a querer mostrar a toda a gente (e eu com medo que o perdesse) e triste por sentir que o Dinis ganhou mais uma asa para voar. Mas faz parte... e o melhor de tudo, é agradecer e festejar por estarmos presentes nesses momentos. 
Ontem entrou um novo membro na nossa família, que promete não sair assim tão depressa. A Fada dos Dentes, passou por cá e deixou umas moedinhas e uma carta endereçada ao Dinis. O Diego e a Maria, que por enquanto não têm nenhum a abanar, empurram os dentes a toda a hora, para que algum caia. 




Hoje num contexto de brincadeira com rimas, pela primeira vez saiu um palavrão ao Dinis. E não daqueles que às vezes nos possam escapar em casa numa situação de stress, como m...da. Para começar foi logo à grande, razão para me deixar em apneia, sem reacção por milésimas de segundos e capaz de furar a terra como uma toupeira, caso alguém tivesse ouvido. Ah, e tal mas estava a jogar e a explorar os sons e palavras! Pode ser, mas para a verbalizar é porque já a ouviu. E é óbvio, que faz parte do desenvolvimento, e que isto está apenas a começar, porque estando em contacto com miúdos grandes, aprendem tudo o que é bom e tudo o que é menos bom. E nessas alturas, o que devemos fazer?! Bem, na minha ignorância e sem ler nada sobre o assunto, ignorei e mudei de assunto. Não repreendi, não chamei a atenção de que palavras feias não se dizem, apenas passei à frente sem valorizar. Dessa forma, não criei aquele bichinho do fruto proibido e da vontade em repetir uma asneira porque é engraçado! Vamos ver se resulta, pelo menos durante uns tempos.  E vocês como reagem ou reagiriam?




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Desfralde nocturno: como está a correr?!

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Há já umas semanas contei-vos por aqui, que o trio ainda usava fralda à noite. Não que estivesse muito preocupada com o assunto, mas porque inevitavelmente é uma pergunta que surge algumas vezes e um pensamento que ocorre nos dias em que vou às compras quando pego em pacotes de fraldas. Sempre achei que são as crianças a darem o sinal da sua maturidade e assim aconteceu! A Maria começou a acordar com a fralda seca por vários dias seguidos, mesmo a continuar rejeitar fazer xixi durante a noite  e eu arrisquei. Nunca mais lhe coloquei a fralda. Desde esse dia, só houve um descuido, porque teimou em não fazer xixi antes de se deitar. Mas também aprendeu que se não fizer antes de se deitar, faz na cama. Só queria acrescentar que não cortei os líquidos, isto é, bebe água durante a tarde e à refeição por volta das 19h30. A única coisa que retirei há alguns meses foi o leite da noite. Sem querer entrar em comparações, mas apenas para alertar que não há regras, mas sim timings, a Maria foi a última a conseguir controlar os esfíncteres durante o dia e à noite foi a primeira. 




Ah e tal..., as meninas são mais vaidosas que os meninos?! Pois eu tenho dos dois sexos, com a mesma idade e não consigo chegar a essa conclusão, pelo menos por enquanto. Tenho uma menina que adora saias, vestidos, brilhantes e lantejoulas, mas no entanto, considero-a mais comichosa que vaidosa. Queixa-se muito mais que a roupa aperta, que está larga, que estica daqui ou acolá, do que propriamente do que gosta ou não gosta de ver vestido. Tenho um menino, que em relação às modas, é super tranquilo, que veste o que lhe dou, fica penteado como eu quero, etc, etc.... Depois tenho o Diego que, por ele, enfiava a cabeça todos os dias de manhã no boião do gel, para conseguir uma poupa à Elvis Presley. Como eu não deixo, insiste no calor do secador, durante uns bons minutos até que os cabelos se mantenham em pé! Não sendo a vida justa, teve logo que lhe calhar o cabelo mais fininho e escorrido dos três, que não aguenta mais que 5 minutos no ar!!! 
Se é assim aos 4, não quero imaginar aos 14?!!




O mindfulness é uma prática muito popular hoje em dia, ou pelo menos, um termo muito usado. No mundo em que vivemos, cheio de pressão e stress, a importância de estar em sintonia com o corpo e a mente é cada vez mais valorizada. Estes novos padrões de comportamento também se aplicam às crianças, e por isso a Educa lançou num mercado as Nebulous Stars, uns jogos com o objectivo de melhorar a atitude e a criatividade, favorecendo o relaxamento. 
O trio teve a oportunidade de experimentar 3 das 12 actividades que se encontram à venda, e apesar de estar indicado para uma idade ligeiramente superior, só vos posso dizer que ainda não largaram as caixas. Também é um jogo mais indicado para meninas, mas como cá em casa, todos brincam com tudo, os três exploraram os jogos.





1. O Adivinhador da Marinia é completamente personalizável, porque contém uma grande variedade de de folhas de origami e mais de 740 complementos decorativos.





2. Os desenhos para Raspar Nebulia (os meus favoritos), vêm num papel negro opaco que ao raspar,  faz magia e transforma-se num desenho de bonitas cores metalizadas. 





3. Spiro Estrelas Isadora é o espirografo da Via Láctea para desenhar constelações, remoinhos e galáxias no papel estrelado graças às suas canetas de gel com efeito metálico. 










Neste momento, já devem estar a fazer contas aos anos do trio e a pensar, mas com quase 5 anos ainda usam fralda à noite?!! Sim, os três! E sinceramente, não prevejo que esta etapa seja concretizada dentro de dias, nem semanas. A Maria foi a primeira a manifestar vontade de deixar a fralda à noite e de facto, acordada, não deixa colocar. Mas depois, faz-me levantar durante a noite (ainda mais vezes que o habitual) para a colocar a fazer xixi, e nada. Desperta, diz que não tem xixi, abro a torneira da água na esperança de lhe dar vontade, grita que não quer e nada. Volta para a cama e passado um tempo, faz na cama. Solução, voltar a colocar a fralda. O Dinis e o Diego já falam no assunto, mas continuam a ensopar (literalmente) a fralda da noite. Já tivemos um avanço, consegui tirar o leite da noite, no entanto ainda bebem alguma água depois das 18h. Já lhes expliquei que para deixar a fralda, nao podem beber água, mas eles refilam, com razão, que têm sede. 
O não desfralde nocturno aos 4 anos e meio é sempre daqueles assuntos que fazem revirar os olhos a qualquer pediatra e/ou psicólogo, mas sinceramente (se calhar erradamente) não é um tema com o qual esteja muito preocupada. Acredito, que não irão dormir à casa da(o) namorada(o) de fralda, por isso, tranquila. Claro que gostaria de poupar uns euritos em fraldas, mas também tenho a certeza de que o que pouparia, gastaria em água e luz a lavar lençóis, por isso vamo-nos aguentando nesta batalha sem pressão. Já para não falar do dormir, porque se às excursões que fazemos pelo corredor a levar e trazer crianças da nossa cama, somarmos as idas à casa-de-banho, resta-nos a meia hora entre o primeiro e o segundo toque do despertador. 
Deixando de brincadeiras, se tiverem dicas, aceito!!!



Quando se navega pelos fóruns de mães, aparecem muitas questões pertinentes, dúvidas existenciais e às vezes nem tanto, mas neste caso, vou falar-vos de um exemplo que me toca directamente, porque é a minha profissão, Terapeuta da Fala e porque hoje se comemora o dia Europeu da Terapia da Fala. Numa dessas publicações, uma mãe ligeiramente indignada, (sem ser nem a primeira nem a última com esta dúvida), questionava o que uma criança com pouco mais de um ano fazia na terapia da fala, se com essa idade, maior parte das crianças não fala, e que de certeza que os problemas eram das pessoas, que são umas stressadas. Pois, de facto, a maior parte dos bebés com essa idade apenas produzem poucas palavras ou nenhumas. Mas antes de falar, será que não há competências que deveriam ser adquiridas?! Muitas mesmo....logo assim que nasce, o bebé apresenta um reflexo de procura da mama ou biberão, para que possa abocanhá-la e mamar, com os reflexos de sucção e deglutição. No entanto, estes reflexos podem estar alterados ao nascimento por causas diversas, nomeadamente a prematuridade ou alguma complicação do parto, o que justifica a intervenção de um terapeuta da fala numa neonatologia ou obstetrícia. Mais tarde, na introdução dos sólidos, o bebé também pode apresentar alterações da mastigação, movimentos esses muito importantes para a aquisição de alguns pontos de articulação. Já para não falar na audição, que estando alterada poderá afectar a compreensão do sons e da mensagem e originar um possível atraso no desenvolvimento da linguagem. Assim, de uma forma muito simples, a intervenção do terapeuta da fala pode fazer toda a diferença dos 0 aos 100 anos de idade, porque não intervém apenas nas alterações da fala, mas sim em todos as áreas relacionadas com a comunicação verbal e não verbal, linguagem oral e escrita, articulação, deglutição, sucção, fluência, motricidade oral e voz.  Não se esqueçam que a idade não é um factor determinante para procurar um terapeuta da fala e que uma intervenção precoce e atempada pode evitar maiores complicações no futuro. 




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Hoje apetece-me contar a meio mundo...

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

É verdade! Hoje apetece-me gritar e contar a meio mundo o meu motivo de felicidade. Pode não ser nada de especial para muitos e também nenhuma novidade para nós, mas é mais uma conquista. Quem tem prematuros ou filhos com alguma dificuldade/ atraso no desenvolvimento percebe o quanto estas conquistas são importantes. Nascer 3 meses antes do tempo pode trazer muitas sequelas no desenvolvimento de uma criança e por essa mesma razão, os bebés prematuros costumam ter um acompanhamento mais constante e rigoroso até pelos menos aos 6 anos. As escalas de avaliação valem o que valem, nós sabemos, mas também sabemos que muitas vezes só podemos ter a confirmação de maior parte dos diagnósticos depois de as aplicar. Hoje recebemos os resultados da avaliação da psicologia e não poderíamos estar mais orgulhosos e agradecidos pelos resultados. Está tudo bem. Nós que lidamos diariamente com os nossos filhos, vemos muita coisa, mas às vezes também não queremos ou preferimos não ver, por isso que alguém de fora nos apresente resultados normais, é uma gratificação. Não significa com isto, que esteja à espera que no futuro, sejam os melhores alunos da sala ou que apareçam nos famosos quadros de honra. Não. Tem muito mais valor que isso. Significa que estamos a rumar no caminho certo, que estamos a criar crianças felizes, que brincam, que se interessam e que aprendem. Que apesar das suas 27 semanas de nascimento, conseguiram ultrapassar as dificuldades, até agora! 



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Estou farta....

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

À mesa do pequeno almoço, que mesmo poucos minutos depois de acordarem, parece um campo de batalha de palavras que vão e voltam em direções diferentes, e onde se acrescentam as queixinhas: “oh, mãe, o mano chamou-me cocó... bebé.... feio... gordo”, o Diego, um “pica-miolos” com o dom da palavra, quem o conhece não me deixa mentir, começou por chamar bebé ao Dinis, que por sua vez, choraminga ofendido. Mas a Maria, que está sempre atenta aos comportamentos dos irmãos, no caso de sobrar para ela, faz aquele ar sério, de olhos abertos e sem pestanejar e diz: “estou farta Diego, estou farta”! Claro que contado não tem o mesmo impacto, mas vocês imaginem aquele ar que um adulto coloca quando repreende uma criança (possivelmente eu) e o Diego estupefacto com as palavras da irmã. É cada vez mais  o nosso dia a dia, palavras soltas para se irritarem uns aos outros, conversas que terminam sempre em pequenas ofensas, quando não são festinhas de amor, muitas, muitas queixinhas e pouco, muito pouco silêncio. 




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