A Maria ficou doente e hoje, como já era expectável, teve de ficar em casa. Eu não fui trabalhar e ficámos as duas, que às vezes até sabe muito bem, ter um filho apenas para mimar e cuidar. Mas e os irmãos?! Pois, essa é a parte mais difícil destes dias em que um fica doente. Há sempre um, ou dois, como hoje, que chora porque quer ficar. De coração encolhido do tamanho de uma azeitona, expliquei-lhes que a mana é que estava doente, que os meninos que não estão, vão para a escola.... que eles são todos diferentes e que por um ficar, não têm de ficar todos. A minha vontade era abraçá-los e deixá-los todos junto à mim, mas a razão, levou-me para a outra decisão. Foram a chorar e deixaram-me quase a chorar. Não sei qual será a melhor opção ou escolha, mas quando fui buscá-los à escola fiquei satisfeita. Saiu-me aquela “culpa” que as mães carregam em cima dos ombros, porque os vi super felizes. Abraçaram-me com muita força e disseram que estavam muito contentes porque íamos os três sozinhos à natação. Afinal, acho que hoje, acertei na decisão. Mas, no próximo dia, poderei não acertar! E é assim, a maternidade!
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Na sexta-feira chegou ao fim mais um ano lectivo de aprendizagens, amizades novas e muita brincadeira. Terminou com uma grande festa com a despedida dos alunos do 4º ano e à noite com um arraial. Passaram 10 meses desde o primeiro dia que entraram no portão daquela escola, a dos crescidos como eles dizem, naquela altura um local completamente desconhecido para eles e para nós, e hoje em dia, um local onde estão pessoas que tratam dos nossos filhos como se fossem família e fazem-nos sentir-se felizes. Durante este tempo, que nem chegou a um ano perdemos a noção do que eles mudaram, cresceram e aprenderam. Como estamos diariamente com eles, na azáfama do dia-a-dia, com a exigência dos horários e actividades, reparamos pouco nos nossos filhos, prinicipalmente nas mudanças positivas. Podemos lembrar-nos das mil birras que fizeram naquele dia, da sopa que não comeram ou dos doces que ingeriram a mais naquela festa, e não reparamos que até já usam aquele verbo irregular na conjugação correcta, que já sabem o significado daquelas palavras tão eruditas ou que até já escrevem o seu nome.
Para comparar essas mesmas diferenças físicas, entre o primeiro e o último dia de aulas, tirámos fotos com o mesmo cenário e com a mesma roupa. Como crescem em tão pouco tempo!
2 de Setembro de 2016
30 de junho de 2017
Entrei na loja de fotografias e perguntei: -"tiram fotos tipo passe? " Caiu-me a ficha e arrepiei me por breves instantes. Como assim, os meus filhos que ainda agora eram bebés já estão a tirar fotos tipo passe?! Não sei se têm a mesma recordação que eu, mas as minhas primeiras fotos tipo passe foram aos 9/10 anos antes de entrar para o 5ano, quando já tínhamos assinatura e era obrigatório tirar o bilhete de identidade.
Olho para estas fotos e vejo quase crianças de primária e questiono onde ficaram os meus bebés?! Já sei que serão os meus eternos bebés mas olhar para estas fotos, inevitavelmente dá que pensar e cria uma certa nostalgia sobre as étapas que passaram a fugir e que tão pouco nos recordamos.
É caso para perguntar ao tempo se o tempo pode parar um pouco para ter tempo de digerir o rápido crescimento dos meus filhos!
Pode parecer-vos estranho mas hoje apercebi-me o que gostava mesmo de ser…. gostava de ser avestruz. E porquê, perguntam vocês?! Pela altura, pela velocidade que consegue correr….?! Não, não, seria mesmo pela capacidade de enterrar a cabeça no chão. Há momentos em que a única coisa que me apetecia fazer era isso mesmo, enterrar a cabeça, passar despercebida e descansar durante uns minutos. Sabem aqueles dias em que não conseguimos dormir como deve ser, há quase 4 anos, em que os filhos acordam com um péssimo feitio, ainda pior que o vosso e exigem as cuecas que estão para lavar, as meias cinzentas de inverno que não combinam com nada do que têm para vestir, o iogurte que o irmão escolheu, mas que só havia um, e pior ainda, quando tentamos tudo por tudo para que fique com esse iogurte, faz birra porque afinal já não o quer.
Deixamo-los na escola após uma condução perigosa com um olho na estrada e o outro para o banco detrás e à tarde, quando pensamos que é impossivel portarem-se pior, conseguem surpreender-nos. Uma senhora BIRRA por causa de gelados, em que toda a escola vem espreitar sorrateiramente para ver o que se passa (sorte que já estava pouca gente), em que as pessoas passam e comentam como deve ser difícil e pior, que consegue descontrolar os irmãos, colocando os três a chorar. Nesses momentos, em que todos olham como se eu fosse um extra-terrestre em apuros, gostava mesmo, de enterrar a cabeça, de fingir que não é nada comigo, que não sou eu a única pessoa a ter de lidar e acalmar aquelas criaturinhas, naquele momento.

Créditos Pinterest
Estamos com um sério problema para que a Maria durma na cama. Coincidência ou alguma razão que ainda desconhecemos, um dia antes de trocarmos as camas de grades pelas camas de "crescidos", sem eles saberem de nada, a Maria pulou durante a noite, e dormiu no chão. Achámos estranho mas ficámos felicíssimos, porque poderia ser o sinal que já não dormia bem nessa cama. Mas.... na primeira noite de cama nova depois de toda a euforia e excitação inicial, deixou-se dormir, só que de manhã encontrei-a de novo no chão. Ficou a dúvida se tinha caído ou não, dúvida essa que se dissipou na noite de sábado para domingo, em que se deixou dormir, propositadamente no chão, e a encontrei por mais três vezes debaixo da cama.
Já conversei com ela, percebi que o fazia conscientemente, que gostava mais da cama de grades do que da nova e que não se importava de voltar à antiga, possivelmente porque se sente mais segura. Expliquei que já estava grande para a outra cama, mas que se quisesse muito, a mamã voltava a colocar a cama de grades e que não precisava de dormir no chão, que está muito frio e sujo. Coincidência ou não, esta noite dormiu todo o tempo na cama. Vamos lá ver como corre as próximas noites, se ultrapassamos esta fase ou se esperamos mais um pouco para dar o passo seguinte!
A Misha é uma gata persa, gentilmente oferecida por uma paciente, e faz parte da nossa família há 7 anos. Quando eu engravidei, foi a primeira a presentir; mesmo antes de eu saber que estava de esperanças, tomou posse da minha barriga e sempre que me sentava ou deitava, subia logo para cima. É evidente que quando o trio saiu do hospital, tivemos algum receio em relação a alguns comportamentos que a gata pudesse ter, ao sentir ciúmes e também pela quantidade de pêlo que costuma deixar. Não evitámos o contacto, nem tomámos precauções extras e ela adaptou-se num instante aos bebés. Nunca se aproximou demasiado deles, mas também não deixava de andar por perto, à excepção dos momentos em que choravam, principalmente se fosse a Maria. Sempre teve uma preferência notória pela princesa da casa, possivelmente por ter um choro muito, muito estridente (ainda tem), que se assemelha à frequência do miar do gato (quase que nos rebenta os tímpanos). Nesta foto capturei um momento desses, em que a Maria chorou, a Misha foi para cima, acalmando-a, e para a foto ficar mais uau, ainda abriu a boca, tipo leoa a proteger a sua cria. Os animais são realmente incríveis.
Hoje é dia da rubrica, fotografias que marcam e por isso vou mostrar-vos outra foto muito importante para nós, os três num berço, nos primeiros dias em casa. O Dinis, a Maria e o Diego dormiram juntos numa cama de grades quadrada, no nosso quarto, durante os primeiros 2 meses após alta hospitalar. Após estes dois meses, tivemos que separar a Maria para uma cama à parte, uma vez que sofria de refluxo gastroesofágico, o que nos obrigou a tomar outras medidas preventivas, como o inclinar da cama. Os manos começaram a dormir separados aos 7 meses de vida, quando os três mudaram para o seu quarto. Recordo-me perfeitamente, acho que até tenho um filme, dos três a olharem para o mobile que eu colocava de manhã, enquanto tratava de mim, claro que, bem depois de começar a tratar do primeiro. Lembro-me de ficar a contemplar tanta fofura junta e de pensar como tinha sido possivel gerar estes três seres tão perfeitos, dentro de mim. O tempo voava, mas ao mesmo tempo parecia que o mundo parava perante tanta beleza. Por ordem, da esquerda para a direita, Diego, Dinis e Maria. Olhando para as fotos dos primeiros meses, sou a única que os reconheço, claro que coração de mãe nunca se engana.
Filhos,
Quando marquei este dia de férias, pensei num fim de semana prolongado algures no Alentejo, em família a ver os animais, a passear pelos campos e a usufruir dos momentos só nossos. Somos adultos, é verdade, mas nós não podemos fazer tudo, como vocês pensam, e infelizmente, o papá teve de ir trabalhar. Mas hoje, sou eu que vos tenho de pedir desculpa, a mamã mentiu-vos quando vos disse que ía trabalhar, mas afinal ficou em casa. Mas também não se preocupem, porque a mamã não foi passear, nem ficou a descansar, que bem precisava, a mamã ficou a fazer aquelas coisas chatas que só as mães sabem fazer, trocar as roupas dos armários, escolher a roupa que já não vos serve, sim porque vocês crescem muito rápido e a roupa não estica. Sabem, foi um dia muito chato, um dia em casa, numa casa que não parecia a nossa, cheia de sacos de roupa mas vazia de gargalhadas, gritos e queixinhas. Ahhh, é verdade, eu que já pensava que os vossos brinquedos tinham vida, hoje reparei que aguentaram mais de cinco minutos nas caixas, também devem ter sentido a vossa falta.
Não fiquem zangados com a mamã, vocês também não teriam gostado de ficar em casa com esta mãe ocupada, focada nos armários e nas limpezas e a pedir repetidamente gritar que não mexessem nas coisas. Na escola, sei que passaram um dia feliz, na companhia dos vossos amigos e das professoras/auxiliares que os acarinham diariamente.
E o melhor disto tudo tudo?! Amanhã, a mamã e o papá terão todo o tempo disponível para vocês!
O Natal é uma festa da família, em que todas as mães se preocupam em vestir os seus filhos de acordo com a época. Os tons de vermelho invadem as montras natalícias, mas como nem todas as mães são obrigadas a gostar do típico tecido axedrezado nos calções de peitilho, camisas ou fofos, decidi apresentar propostas natalícias para gostos mais variados e com preços mais em conta.
Espero que gostem!
Calças com suspensórios e blusa Zara
Carneiras PisamonasCalções, camisa e casaco zara
Camisola e calças H&M
Carneiras Pisamonas
Gorro Zara
Fofo e bodie Oh Cutxi Kids!
Sapatos Moleke
Calções de peitilho e fofo Laçarote Sweet Collection
Sapatos Moleke
Calções de peitilho Borboleta
Carneiras Pisamonas