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Mais um susto para a colecção...

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Como num segundo, tudo pode mudar...
Na quinta à tarde, já em casa depois do dia de escola, ouvi o Dinis a engasgar-se e a arranhar a garganta. Fui até ele e percebi de imediato que tinha engolido alguma coisa. Estava aflito porque dizia que sentia uma coisa na garganta, mas não queria dizer que tinha engolido algo. Sem ralhar, dizendo que era muito importante saber, lá o convenci a contar. Disse que tinha engolido uma roda de uma mota pequena, com a qual tinha andado a brincar. 
Peguei nele, voei até ao hospital onde estava o pai, sempre com o coração nas mãos, para fazer raio-x. Confirmou-se. Tinha engolido uma espécie de roda, mas com bicos de ferro. O problema de ter ido para o pulmão já estava descartado, mas sendo uma peça com bicos, havia risco de ficar presa em algum sítio ou perfurar. Teria de ser retirada. 
Foi sedado e por endoscopia alta, conseguiram tirar a peça com sucesso. Foram umas horas de stress indescritíveis para os pais e uma lição para o Dinis, que espero que não se esqueça tão cedo. São acidentes que, quem tem crianças dificilmente consegue evitar e que nos deixam a reflectir sobre os riscos que correm diariamente com a mais variada quantidade de objectos que os rodeia. Nem aos 5 anos, fase em que achamos que já não correm esse perigo, deixam de colocar objectos na boca. 
Felizmente, correu bem e o Dinis está óptimo! 








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O susto que apanhámos com os estores japoneses

terça-feira, 24 de abril de 2018

Isto já aconteceu há quase uma semana, mas sinceramente depois de saber do sucedido (eu não estava, já tinha saído para o trabalho), fiquei apavoradíssima com o que podia ter acontecido se o pai não estivesse ali no momento, e nem consegui partilhar aqui. Infelizmente, os perigos estão por todo o lado e na maior parte das vezes, é nos locais mais familiares que acontecem os maiores acidentes. Hoje, resolvi partilhar, porque acho que deveria alertar para este perigo, o dos fios/ cordões dos estores japoneses. Talvez já vos tenha também passado pela cabeça desse perigo, mas nunca pensamos que nos possa acontecer. Pois é, na quinta-feira de manhã, eu saí para o trabalho e o trio ainda ficou a tomar o pequeno almoço com o pai. Levantaramse como o habitual, depois de terminarem e o Diego foi brincar nos estores da cozinha. O pai chamou-lhe a atenção que aquilo era perigoso e ele nada. Até que os irmãos mais afastados, começaram a provocá-lo e ele ao tentar apanhá-los, fica preso em suspensão pelo fio do estore no pescoço e no braço. O pai que estava ali, retirou-o de imediato, no entanto, ainda deixou uma marca enorme na metade do pescoço ( com o choque nem tirei foto) e ainda provocou o vómito. Quando o meu marido me contou, até parecia que o meu coração queria parar. À tarde, quando chegámos a casa, o Dinis contou logo o que tinha acontecido e os três prometeram que não voltariam a mexer nas cortinas. Vamos ver! Coração de mãe nunca descansa mesmo!!! 


Deixo-vos a fotografia tirada hoje, quase passado uma semana, ainda tem uma leve marca.




Hoje li uma notícia sobre uma pizzaria na Carolina do Norte, que decidiu proibir a entrada a crianças. Apesar de não conhecer nenhum, sobre este assunto que imagino que seja muito polémico, tenho uma opinião, que não significa que seja mais ou menos correcta. Tenho filhos, sou mãe, mulher e esposa, adoro ir almoçar ou jantar em família, mas também gosto muito, de ir apenas com o meu marido ou com amigos. O barulho de crianças não me incomoda para nada, estou mais que habituada, no entanto nos dias em que deixo os meus filhos com alguém, é para usufruir de um bom jantar romântico ou apenas de uma boa conversa, de preferência sem birras como barulho de fundo, portanto, se houvessem restaurantes só para adultos, nessa situação, seria uma hipótese a ponderar. Há restaurantes e restaurantes, mas também já frequentei alguns, em que o ambiente e às vezes, até a comida, é tudo menos adequado a crianças, quer seja porque se pode fumar ou apenas porque está cheio de copos de cristal. Os meus filhos vão connosco para todo o lado, estão muito habituados a frequentar restaurantes, mas se há coisa que eu pergunto logo, quando nos convidam, é se o local é propício a crianças, que são crianças e como tal, por muitas regras que tenham, podem gritar, chorar e correr e incomodar os outros. Sendo consciente, acho que ninguém está a cometer nenhum crime por proibir crianças, apenas tem o objectivo de atrair determinados clientes, da mesma forma que outros restaurantes  (poucos, ainda) se denominam baby-friendly ou kids-friendly.  





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Miúdos cheios de pinta, até na natação!

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Há um ano que o trio anda na natação e desde essa altura que assisto às aulas desde as bancadas, sem ter muitas certezas de onde andam os meus filhos, porque os confundia. No grupo haviam 3/4 crianças com toucas iguais e como as bancadas não são mesmo por cima, passava a aula a distinguir fisionomias. Encontrar toucas de natação diferentes é uma tarefa bastante mais complicada do que parece. E os fatos de banho? Ou optamos pelas grandes superfícies de desporto ou procuramos fatos de banho com personagens do mundo infantil, que deixa com certeza os miúdos eufóricos, mas que, mais uma vez podem haver vários iguais. Esta dificuldade foi ultrapassada a partir do momento em que apareceu a marca Otrok, uma marca portuguesa especialista em fatos de banho e toucas de natação. Nós recebemos uns, amarelos que os miúdos adoraram (já não querem os dos bonecos) e fizeram furor entre o grupo. Grande vantagem para quem tem os filhos em grupos grandes, como o caso, uma vez que, nunca mais os confundi durante a aula e consigo acompanhar o que fazem. Não deixem de espreitar a página, porque existe os mesmos modelos em cores maravilhosas. Fiquei fã da marca, pela inovação e qualidade. 












Não imaginam a quantidade de vezes que já me perguntaram porque é que os meus filhos são loiros. Já expliquei por aqui, há uns bons tempos. Mas, e os cortes de cabelo?! Pois é, meus amigos, esses são únicos e irrepetíveis, porque sou eu que corto e fica como calhar ficar. Foram uma vez ao cabeleireiro e apesar de gostar imenso da cabeleireira, acho que não fica como eu quero. Comecei a cortar em casa, umas tesouradas a mais num lado ou noutro, invisivel a leigos, fica como eu gosto. Não, nunca tinha pegado numa tesoura de cortar cabelo antes de ter filhos, nem estou a pensar tornar-me cabeleireira, mas enquanto gostar do resultado e puder poupar algum dinheiro todos os meses, continuarei. 

Antes



Durante




Depois 








 

 

Viajar com as crianças nem sempre é fácil, por vezes é o caos e outras vezes apetece nunca mais voltar para casa.

Neste post abrimos as “portas” de 3 casas e espreitamos como é viajar em família, numa tertúlia de blogs de família. Três blogs, três experiências diferentes.

 

A Patrícia Mateiro autora do blog O meu tio Pedro (juntar link) é mãe de 3 rapazes de diferentes idades.

 

Este ano no meu aniversário, ainda mais especial por ter sido 40, os meus amigos juntaram-se para me oferecer o melhor presente de todos: uma viagem. Data e destino à minha escolha, limite de valor escolhido por eles. Pensei logo numa viagem a dois. Um destino perto, que nenhum de nós conhecesse e que o pudéssemos visitar em 3 a 4 dias. Adoro preparar as minhas viagens com antecedência mas estava indecisa entre Budapeste e Cinque Terre (Itália) e demorei algum tempo a decidir. As últimas duas viagens que fizemos sem os miúdos foi Itália mas é um país que nos fascina tanto aos dois que nenhum de nós se importava de o repetir. Cinque Terre foi a nossa decisão. Voos reservados para Milão para serem directos e aluguer de carro para descermos até ao encanto das 5 terras coloridas junto ao mar. Quando recebi a confirmação da viagem e comecei a procurar informações sobre o destino começou a apetecer-me levar os miúdos. - Zinho, vou marcar viagem para eles. Apetece-me levá-los. Vamos os 5! Sei que no momento de fazer as malas vamos estar os 5 cheios de planos e promessas de bom comportamento, promessas essas que antes de sairmos de casa mais de metade já vão estar quebradas. Sei que quando reservar o alojamento e tiver que marcar 2 quartos não vou conseguir cumprir o orçamento do presente que me ofereceram. Sei que vou encontrar restaurantes giros e românticos que me iriam saber melhor a 2 que a 5. Sei que em alguns momentos me vou arrepender. Mas tenho a certeza que é por nossa vontade e nosso próprio prazer que vamos os 5 a Cinque Terre, mesmo conhecendo bem tudo o que vem com essa decisão. Fomos os 3 ao Brasil e à Suíça, os 4 ao Funchal e a Paris e os 5 aos Açores. Agora vamos os 5 a Cinque Terre. Das dificuldades em viajar com crianças destaco apenas: 

- é caro - se se tratar de uma família numerosa é difícil conseguir um quarto para todos e por vezes reservar 2 quartos fica mais em conta do que reservar uma suite maior. Gosto de quartos comunicantes. Não gosto quando temos de ficar em 2 quartos separados, porque se perde muito do objectivo da viagem que é estarmos todos juntos

 - temos de ter algum cuidado com os horários das refeições e com a escolha das ementas, embora sejamos todos muito práticos com esta questão

 - vamos ter menos tempo para namorar 

Para mim é fácil viajar com crianças porque: 

- podemos partilhar novas experiências com eles fora do nossa ambiente habitual. E sim eles vão-se lembrar, nem que seja pelas fotos que lhes vamos mostrar dos 5 naquele lugar 

- se a nossa vida é assim a 5, se vivemos os 5 com horários diferentes, se disputamos os 5 o comando da única televisão que existe lá em casa, uma viagem a 5 é o que sabemos fazer de melhor.E depois há o nós, o nós os 5. Eu não sou eu nem nós somos dois, somos cinco e mesmo com toda a confusão que isso carrega, é a nossa bagagem e aquela que mais nos dá prazer de transportar. 

Vamos os 5 a Cinque Terre (será só em outubro, até lá aceitamos sugestões do que ver e fazer de melhor. Os 5.

 

 

A Joana Reis é a autora do blog  mãe de 3gémeos (juntar link) e mãe 2 meninos e 1 menina de 3 anos.

Não temos uma vasta experiência em viagens, principalmente de avião, já que, com o trio ainda não fizemos nenhuma. Mas das que fizemos de carro, reconheço que existem prós e contras, em viajar com filhos trigémeos.

 

VANTAGENS

 

Organização e planeamento- apesar de ter sempre planeado todas as viagens que fiz, com filhos, a exigência é ainda maior, principalmente no planeamento do que será necessário levar e do que iremos fazer. 

Todos têm a mesma idade, logo todos têm as mesmas necessidades e interesses semelhantes, o que pode facilitar na escolha do destino e /ou atracções.

Enriquecimento pessoal e familiar. Viajar em família pode tornar-se muito stressante, e para que isso não aconteça é necessário um grande trabalho de equipa, saber respeitar os interesses de todos e saber adaptar-se a diferentes circunstâncias e ambientes. 

Simplificar. Com três filhos, das duas, uma, ou levamos a casa às costas ou simplificamos e levamos o estritamente necessário. 

 

DESVANTAGENS

 

As viagens são programadas em função das crianças e raramente é possível programas só para os pais. 

Arriscamos a terminar as férias ainda mais cansados do que quando iniciámos.

O gasto, o motivo principal pelo qual não viajamos mais com os nossos filhos. Viajar com 3 crianças torna-se muito dispendioso. Os bilhetes de avião são o mesmo preço que dos adultos e regra geral, os hotéis que estão preparados para receber famílias numerosas são os mais caros.

 

 Samanta Duarte, co-autora do blog Onde andam os Duarte?, mãe de um menino de 3 anos

Para nós viajar com o André é muito fácil. Começámos bem cedo, a prática leva a que consigamos prever muitos acontecimentos. De umas viagens para as outras vamos adaptando alguns hábitos ou a forma de nos organizarmos.

Passear sem o pequeno viajante não faz sentido para nós, não conseguimos contornar a sensação de lhes estarmos propositadamente a retirar uma grande oportunidade de se divertir e acima de tudo aprender muitas coisas.

Às vezes é cansativo porque uma única criança quer companhia para brincar e requer que lhe demos atenção durante todos os minutos do dia. No entanto, a cada viagem que passa percebemos que ele vai arranjando mecanismos para se “libertar” dos pais: sabe utilizar o sistema de entretenimento dos aviões quase tão bem como nós; mete conversa com outros meninos que estejam por perto e não se incomoda nada se não o entendem; memoriza o layout dos alojamentos com um único olhar e caminha decidido sempre á nossa frente, etc

São 2 adultos para 1 criança, e isso faz com que as tarefas/birras/atenção sejam divididas e torna tudo muito mais simples.

É assim que vamos continuar a viajar em família. É um prazer, uma paixão vê-lo sempre tão bem-adaptado aos lugares e sem estranhar ninguém. Só tem 3 anos, mas lembra-se recorrentemente de lugares ou acontecimentos das últimas viagens. Isso enche-nos o coração.

 
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Deixei de ter bebés...

terça-feira, 27 de junho de 2017

Entrei na loja de fotografias e perguntei: -"tiram fotos tipo passe? " Caiu-me a ficha e arrepiei me por breves instantes. Como assim, os meus filhos que ainda agora eram bebés já estão a tirar fotos tipo passe?! Não sei se têm a mesma recordação que eu, mas as minhas primeiras fotos tipo passe foram aos 9/10 anos antes de entrar para o 5ano, quando já tínhamos assinatura e era obrigatório tirar o bilhete de identidade. 
Olho para estas fotos e vejo quase crianças de primária e questiono onde ficaram os meus bebés?! Já sei que serão os meus eternos bebés mas olhar para estas fotos, inevitavelmente dá que pensar e cria uma certa nostalgia sobre as étapas que passaram a fugir e que tão pouco nos recordamos.
É caso para perguntar ao tempo se o tempo pode parar um pouco para ter tempo de digerir o rápido crescimento dos meus filhos!

 

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