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Chegamos ao final do ano lectivo e deparamo-nos com capas, dossiers, folhas, cartolinas, livros e afins, cheios de verdadeiras “obras de arte” dos nossos filhos. Pode até ser um risco ou uma garatuja, mas foi a primeira vez que pegou num lápis de cor. Mudamos a folha, encontramos uma espécie de vagem de ervilha, mas diz lá, escrito pela educadora, que desenhou a mamã, pela primeira vez. A primeira vez que desenhou a figura humana, outra vez que escreve uma letra, outra que escreve o nome e quando damos por isso estamos a babar em cima dos trabalhos e queremos guardar tudo. E ponha o dedo no ar, quem aos 20 anos, não gostou de vasculhar as coisas na casa da mãezinha e encontrar notas, cadernos de apontamentos, composições livres, ditados com zero ou vinte erros.... Mas, se guardarmos tudo ano após ano, onde colocamos tanta coisa?! Saímos de casa para haver espaço para o material dos últimos 15 anos lectivos, no mínimo, multiplicado pelo número de filhos?! Como fazem, minha gente?!! É que, o monte de sabedoria dos meus filhos, ainda agora começou, e já está a acumular-se porque não fui capaz de me desfazer de nada. 

Há várias hipóteses:

- Guardar fotografias, se possível todas formato digital e as preferidas, as de grupo, também em formato de papel.

- Guardar as avaliações de todos os trimestres num dossier, ou simplesmente a avaliação final de cada ano lectivo. 

- Durante a creche e pré-primária, guardar três desenhos à sorte, por cada ano, ou caso prefiram, escolher três desenhos que gostem mais.

- Na fase da escrita, acho que faz sentindo guardar a primeira vez que escreveram o nome e depois um texto por cada ano lectivo, para vermos a evolução, que deve ser incrível!! 

- E por fim guardar todos os trabalhos incríveis em 3D e as experiências electrónicas que os paizinhos fizeram, para quando naquela idade difícil da adolescência, nos atirem à cara que tiveram más notas porque nunca fizemos nada por eles, nós mostrarmos esses trabalhinhos.

Digam de vossa justiça, que tipo de mães são, as que guardam tudo, as que escolhem e organizam ou as que jogam tudo fora?? 




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Balanço do novo ano lectivo e novas rotinas

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Quem acompanha o blog, já leu anteriormente a minha preocupação antes e no início do ano lectivo, em relação ao trio deixar de dormir a sesta na escola. Pois é, já não dormem há quase dois meses e eu apesar de ser daquelas pessoas a favor da sesta, não só para as crianças, só poderei falar bem desta mudança. Atenção, que cada criança tem o seu ritmo, e o ideal seria, que em todas escolas houvesse a opção de dormir ou não dormir, dependendo da necessidade. Mas como o ideal não existe, adaptamo-nos ao que na altura pensámos que seria a melhor escolha para os nossos filhos. O que é certo, é que voltei a ter algum "descanso", depois de deixarem de dormir a sesta. Depois de 5 meses a deitá-los às 21h e ficar de castigo até às 23h, à porta do quarto, até que adormecessem, agora só posso estar grata por os conseguir deitar às 20h30 e demorarem 10 minutos a adormecer. Se as birras aumentaram?! Nem por isso! Mas tem de ser tudo muito controlado e dentro da rotina. Não pode haver grandes atrasos na hora do jantar, 19h/19h15, nem a hora de deitar pode ultrapassar as 21h em dias de escola. De manhã acordam sozinhos por volta das 7h30, cheios de energia e geralmente bem dispostos. Além da facilidade na adaptação desta grande mudança, também me surpreendeu o facto de não adormecerem no carro, após a escola ou até mesmo da natação, em que ainda demoramos 15/20 minutos a chegar a casa, dependendo do trânsito. 
Como já referi anteriormente, nem todas as crianças estão preparadas para deixar de dormir a sesta, aliás, eu até acho que nenhuma está preparada, mas a realidade é que, com 4 anos, muitas não se conseguem adaptar a esta nova rotina. Nessa situação aconselho mesmo que tentem sensibilizar a escola para esse timing. Por aqui, já que está a resultar, vamos continuar! 




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