Ir para fora cá dentro será um dos objectivos para o próximo ano. Agora que os trigémeos já estão mais crescidos, as viagens já são menos atribuladas (tem dias) e a logística é menor, queremos começar a conhecer e a mostrar ao miúdos mais de Portugal. Este último fim de semana, tivemos baptizado na Sertã e apesar de já não ser a primeira vez ali, conseguimos aproveitar para passear muito e tirar lindas fotografias nos passeios junto ao rio e nas zonas verdes da Vila. Foi muito triste e até medonho, chegarmos, ver fogo à nossa frente e fazer a viagem de volta e ver kilómetros e kilómetros de área ardida. Apenas nos lembrávamos daquela estrada mortal no incêndio de Pedrogão e naquelas famílias. Foram uns minutos de angústia até percebermos que não estava assim tão perto, que foram ultrapassados pela beleza da Vila. Ficámos hospedados no Convento da Sertã, e não posso recomendar melhor. Um espaço lindo, remodelado e reconvertido em hotel em 2013 e completamente babyfriendly. Quando chegámos a Faro e estacionámos o carro, o Dinis até desatou a chorar que queria ir dormir para o hotel.
Não imaginam a quantidade de vezes que já me perguntaram porque é que os meus filhos são loiros. Já expliquei por aqui, há uns bons tempos. Mas, e os cortes de cabelo?! Pois é, meus amigos, esses são únicos e irrepetíveis, porque sou eu que corto e fica como calhar ficar. Foram uma vez ao cabeleireiro e apesar de gostar imenso da cabeleireira, acho que não fica como eu quero. Comecei a cortar em casa, umas tesouradas a mais num lado ou noutro, invisivel a leigos, fica como eu gosto. Não, nunca tinha pegado numa tesoura de cortar cabelo antes de ter filhos, nem estou a pensar tornar-me cabeleireira, mas enquanto gostar do resultado e puder poupar algum dinheiro todos os meses, continuarei.
Antes
Durante
Depois
Hoje foi o primeiro dia de escolinha após as férias. Aparentemente nada de especial, mas novamente uma mudança no que toca a rotinas, porque deixaram de dormir a sesta. Um passo muito grande para crianças que ainda não fizeram 4 anos, o que me deixa um mais preocupada.
Depois da preparação que já lhes andava a fazer, chegaram à escola super contentes, cumprimentaram a nova educadora, despediram-se com dois beijinhos e ficaram sem chorar. À tarde, quando cheguei, após o lanche, estavam um pouco parados mas não houve birras. Já no carro conversámos sobre o dia, ouvimos música animada (espanhola) e consegui mantê-los acordados até casa. Jantaram às 19h e às 21h já estavam todos a dormir.
É o primeiro dia e já sei que ao longo da semana, o cansaço acumular-se-á e a situação tem tendência a piorar, mas vamos pensar positivo, que vai correr tão bem como o primeiro dia!
Deixo-vos as fotos que tirámos neste primeiro dia com os quadros lindos da querida Happy Brunette. (Ignorem os sorrisos forçados com a boca ao lado)
Agora que já desabafei aqui e já tirei umas horas da tarde só para mim, estou de volta para vos dar algumas dicas (se é que não sabem) para os miúdos voltarem à rotina. Claro que depende das idades, no entanto, depois das férias, são poucas as famílias que não têm de voltar a organizar-se.
1. Horas de dormir
Na semana anterior ao início da escola, começar a mudar o chip, tentando deitar o seu filho à hora habitual. Pode ser uma transição progressiva, 15 ou 30 minutos cada dia. Consequentemente, a hora de levantar já irá ser mais cedo. Se as crianças vão deixar de dormir a sesta, começar também a encurtar o tempo da mesma em casa.
2. Falar nos amigos
A melhor forma das crianças recordarem a escola, é falar nos amiguinhos, na educadora (se for a mesma) ou nas brincadeiras. Assim, poderão sentir saudades da escola.
3. Comprar o material escolar e a mochila com os filhos
Ao participarem na escolha da mochila e do material, as crianças tornam-se mais motivadas para voltarem à escola.
4. Planear refeições saudáveis em casa
As primeiras semanas de (re)começos não são fáceis para ninguém. Poderá haver mais birras, sonos trocados, crianças rabugentas e ter as refeições planeadas com antecedência, permitirá ter mais tempo livre para os filhos, ou se for necessário, dar-lhes o jantar mais cedo para se deitarem. Depois das férias, onde geralmente há maior liberdade no consumo de doces, devemos dar preferência aos alimentos saudáveis, pouco processados e com açúcar naturalmente presente.
5. Não fuja na hora da despedida
Depois de algum tempo em casa, é normal que lhes custe separar-se dos pais. Despeça-se do seu filho, diga-lhe adeus, mesmo que lhe custe muito e que fique a chorar. Dei-lhe um beijinho, mostre-se segura e diga que o vai buscar mais tarde.
6. Adaptação gradual
Se vai levar o seu filho, pela primeira vez, para a creche ou jardim de infância, faça uma adaptação gradual. Nos primeiros dois dias, só até à hora de almoço e assim, sucessivamente.
7. Não demonstre ansiedade
Para muitas famílias, o voltar à escola é um momento de ansiedade. É um mês de muitos gastos, de recomeços, de escolha e reorganização de horários das actividades extracurriculares dos filhos, o que pode transmitir alguma ansiedade. Evite, para que o seu filho não associe a escola a uma etapa de stress.
8. Voltar à escola não implica deixar de ter tempo para brincar livremente
Nas primeiras semanas, em que os dias ainda se mantêm compridos, tente ir buscar o seu filho mais cedo à escola para um passeio no parque. Não ocupe todas as tardes com actividades extracurriculares para que tenham tempo livre para brincar.
Setembro,
Recordo-te pelo cheiro. Dos livros acabados de sair da editora, dos cadernos novos e do cheiro a terra molhada, depois das primeiras chuvas.
Recordo-te pelo barulho. Do plástico a forrar os livros, dos afia-lápis e dos reencontros à porta da escola.
Recordo-te como o mês da separação. Dos amores de Verão, das amizades, da praia e da família.
Nunca olhei para ti como um mês importante na minha vida. Mas tornaste-te o mais importante. De forma inesperada e contra todas as previsões, mostraste que podias tornar-te único e inesquecível.
Em Setembro, tudo recomeçou. Eles nasceram. Eu tornei-me mãe.
Setembro, sejas bem-vindo!
Créditos http://pin.it/-9h6n90
Agosto, tinha tudo para dar certo! 31 dias de slow life estavam quase garantidos. Miúdos de férias, avó mais disponível, mãe a trabalhar a meio gás e 10 dias de férias (só comigo) com o pé na areia, literalmente, sem televisão e com dados móveis limitados. Desacelerar, deixá-los mais livres, menos presos aos horários, aproveitar os momentos sem pressas e terminar as férias em equilíbrio era o meu objectivo. Falhei. Percebi mais uma vez que do pensamento à realidade, há uma grande distância a percorrer.
São 3 crianças.
São 3 de 3 anos. Brincam, pulam, inventam muito, trepam, discutem e voltam a discutir. Fazem birras, muitas birras.
São 3 a pedir comida.
São 3 a pedir água.
São 3 a pedir três desenhos animados diferentes.
São 3 a pedir para ir à água.
São três para chamar para o banho e para a mesa, sem que nenhum responda.
.....
Passei os dias a ralhar, a colocar castigos, horários, regras e nem assim. Não deram descanso, não tive tempo para mim. Estamos a terminar as férias,e eu, em pleno desequilíbrio, cansada, com tudo para organizar para o início da escola e a precisar de férias com sabor a Dolce fare niente.
Reconforta-me o coração saber que foram felizes nestas férias. Que também estão desejosos que comece a escola, talvez porque já estão tão fartos de mim, como eu estou deles. Ou simplesmente porque querem voltar à sua rotina.
Ser mãe transformou por completo a minha posição neste mundo. Deixei de ser mera sujeita e passei a ter um papel activo na educação de alguém, que precisa e depende do meu amor. Uma responsabilidade sem peso e medida, que transformou a minha visão sobre a vida e sobre as coisas da vida. Quero ser feliz hoje e agora, viver o dia-a-dia sem pensar no dia de amanhã, mas dou por mim a fazer planos. Planos de viagens a sítios onde já fui feliz, a países que já conheci, a outros que ambiciono conhecer apenas com eles ou até ao jardim da cidade que está cheio de árvores centenárias. Desejo mostrar-lhes o mundo.... apenas enquanto penso no meu mundo ideal, em que não há crianças a morrer na praia com a queda de uma avioneta, em que não há famílias a morrer queimadas, em que não há árvores a cair e em que não há atropelamentos premeditados e sangrentos. Tenho medo, muito medo e cada vez mais, deste mundo que se está a transformar em terror. Tento ser racional e pensar que o medo não me pode controlar, mas depois penso neles, nos meus filhos, que tanto têm para viver e conhecer. Tenho medo.