Depois de uma semana em contagem decrescente dos dias e em crescente euforia deles e preocupação minha, hoje chegou o dia de visitar o Zoo de Lagos com os amigos da escola, um dos dias mais difíceis do ano lectivo (para mim). Não conseguiria negar estes passeios aos meus filhos, porque sei que são experiências inesquecíveis, que os filhos têm de voar e porque, infelizmente não os posso fechar numa redoma e protegê-los de todos os perigos, mas se pensasse com o coração não os deixava ir. Nestes dias, as horas não passam, o coração palpita apertado no peito e tudo o que nos rodeia deixa de ser importante. Actualizo as notícias de 10 em 10 minutos durante os tempos que vão de viagem, mas disfarço completamente toda a minha ansiedade. A minha veia pessimista vem toda ao de cima nestes dias e só consigo relaxar quando os miúdos chegam. E é claro que, chegaram, cansados mas muito felizes e eufóricos por contar tudo o que viram e experenciaram com os amigos. Chego à conclusão que afinal sou mais mãe galinha do que pensava e que isto é apenas o início de muitas viagens e experiências sem os pais.
Mostrar mensagens com a etiqueta escola. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta escola. Mostrar todas as mensagens
Nas últimas três semanas, parece que os meus filhos engoliram pilhas duracell ou encarnaram diabinhos. Não correm, voam, não falam, gritam, voltaram a implicar e a bater uns nos outros e para piorar ligeiramente, o Diego parece que entrou numa adolescência da infância. Confronta-nos, responde-nos, quase como qualquer adolescente dos seus 12 anos. Decidimos tomar algumas atitudes em relação a este comportamento, mas não tendo sido suficiente, resolvi pedir ajuda na escola, apesar de lá se portar bem. Ser mãe de trigémeos, ensinou-me a prevenir o caos e a antecipar tudo para evitar atitudes mais drásticas. Estou ciente que a educação deve ser dada pelos pais, mas como grande parte do tempo deles, é passado na escola, ninguém melhor para conversar com ele, do que pessoas exteriores à família, que tanto gosta e respeita. A verdade é que, apesar de continuar travesso como sempre foi e será, a consciência dele em relação aos seus comportamentos incorrectos aumentou. Tem evitado certas atitudes, e quando as toma, pede desculpa mais rapidamente ou pelo menos apercebe-se de que errou. Sei que haverá ainda, muitos dias maus e outros melhores, que são fases que vão e voltam mas fico satisfeita por poder contar com a ajuda da escola para solidificar algumas regras, quando nós pais não conseguimos fazer sozinhos. Entregá-los diariamente, sem vir de coração partido, porque correm de alegria para entrar na escola, tranquiliza qualquer pai e/ou mãe. E nesta altura, em que ainda se ouve casos de maus tratos a crianças em creches e jardins de infância, só posso estar grata e feliz pela escolha desta escola, pelo menos por enquanto.
Hoje foi o primeiro dia de escolinha após as férias. Aparentemente nada de especial, mas novamente uma mudança no que toca a rotinas, porque deixaram de dormir a sesta. Um passo muito grande para crianças que ainda não fizeram 4 anos, o que me deixa um mais preocupada.
Depois da preparação que já lhes andava a fazer, chegaram à escola super contentes, cumprimentaram a nova educadora, despediram-se com dois beijinhos e ficaram sem chorar. À tarde, quando cheguei, após o lanche, estavam um pouco parados mas não houve birras. Já no carro conversámos sobre o dia, ouvimos música animada (espanhola) e consegui mantê-los acordados até casa. Jantaram às 19h e às 21h já estavam todos a dormir.
É o primeiro dia e já sei que ao longo da semana, o cansaço acumular-se-á e a situação tem tendência a piorar, mas vamos pensar positivo, que vai correr tão bem como o primeiro dia!
Deixo-vos as fotos que tirámos neste primeiro dia com os quadros lindos da querida Happy Brunette. (Ignorem os sorrisos forçados com a boca ao lado)
Na sexta-feira chegou ao fim mais um ano lectivo de aprendizagens, amizades novas e muita brincadeira. Terminou com uma grande festa com a despedida dos alunos do 4º ano e à noite com um arraial. Passaram 10 meses desde o primeiro dia que entraram no portão daquela escola, a dos crescidos como eles dizem, naquela altura um local completamente desconhecido para eles e para nós, e hoje em dia, um local onde estão pessoas que tratam dos nossos filhos como se fossem família e fazem-nos sentir-se felizes. Durante este tempo, que nem chegou a um ano perdemos a noção do que eles mudaram, cresceram e aprenderam. Como estamos diariamente com eles, na azáfama do dia-a-dia, com a exigência dos horários e actividades, reparamos pouco nos nossos filhos, prinicipalmente nas mudanças positivas. Podemos lembrar-nos das mil birras que fizeram naquele dia, da sopa que não comeram ou dos doces que ingeriram a mais naquela festa, e não reparamos que até já usam aquele verbo irregular na conjugação correcta, que já sabem o significado daquelas palavras tão eruditas ou que até já escrevem o seu nome.
Para comparar essas mesmas diferenças físicas, entre o primeiro e o último dia de aulas, tirámos fotos com o mesmo cenário e com a mesma roupa. Como crescem em tão pouco tempo!
2 de Setembro de 2016
30 de junho de 2017
Entrei na loja de fotografias e perguntei: -"tiram fotos tipo passe? " Caiu-me a ficha e arrepiei me por breves instantes. Como assim, os meus filhos que ainda agora eram bebés já estão a tirar fotos tipo passe?! Não sei se têm a mesma recordação que eu, mas as minhas primeiras fotos tipo passe foram aos 9/10 anos antes de entrar para o 5ano, quando já tínhamos assinatura e era obrigatório tirar o bilhete de identidade.
Olho para estas fotos e vejo quase crianças de primária e questiono onde ficaram os meus bebés?! Já sei que serão os meus eternos bebés mas olhar para estas fotos, inevitavelmente dá que pensar e cria uma certa nostalgia sobre as étapas que passaram a fugir e que tão pouco nos recordamos.
É caso para perguntar ao tempo se o tempo pode parar um pouco para ter tempo de digerir o rápido crescimento dos meus filhos!
Caríssimos Senhores da Polícia de Segurança Pública,
Tenho vindo a ensinar aos meus filhos de 3 anos a importância de um polícia, que não são pessoas más, mas sim, amigos das crianças, que se preocupam se as mesmas vão bem sentadas nas cadeirinhas, se têm o cinto, e que no caso de se perderem, devem sempre procurar um. No caminho de casa-escola e vice-versa, repetem a cantilena ao observarem alguém de colete fluorescente -"mamã, os polícias são nossos amigos!"
Hoje de manhã, ao tentar parar o carro em frente à escola dos meus filhos, deparo-me com um polícia a apitar e acenar os braços para que não parasse. Passo a explicar que a escola, se situa numa zona com pouco estacionamento, com alguns estabelecimentos de ensino por perto e que habitualmente, estão carros estacionados na faixa de rodagem, que não contém linha amarela nem sinal de proibição de paragem ou estacionamento. Tive de estacionar o carro bem mais à frente, e ir a pé com os meus três filhos de três anos, mais as mochilas da roupa e os sacos dos lençóis. Choveu de imediato a pergunta, -"mamã o polícia não quer que os meninos vão à escola?" O policia é nosso amigo?" Fiquei sem saber o que responder quando pensei que estava um polícia a proibir que os pais parassem para deixar os seus filhos na escola e não estaria nenhum polícia a controlar o estacionamento à volta do hospital onde trabalho, e deveria estacionar sem perder cerca de 15 minutos, que está minado de arrumadores a pedirem dinheiro em troca de um risco no carro. Lembrei-me igualmente dos polícias que costumam multar os carros dos utentes e trabalhadores do hospital, que não havendo estacionamento, o fazem em zonas habituacionais circudantes, por cima de passeios e duplas filas, não prejudicando o trânsito.
Sei que há abusos, e tenho consciência que muitas vezes o trânsito não flui por carros mal estacionados, mas impedir que os pais parem os carros onde não perturba e onde os carros passam os dias estacionados, não faz sentido nenhum.
O governo anunciou que pretende alargar o horário das escolas de segundo e terceiro ciclos até às 19h30, nos próximos quatro anos, de carácter opcional. Sinceramente, considero uma medida positiva para aqueles pais que têm horários tardios e que não têm onde deixar as crianças, mas que fosse cumprida com rigor, e que as actividades extra-curriculares não fossem para "encher chouriços", desculpem a expressão, como se vê por aí nas escolas de primeiro ciclo. No entanto, lamento mais uma vez a política deste país, que supostamente está preocupado com a baixa taxa de natalidade. Preocupam-se com os estudos que indicam que os pais passam pouco tempo com os filhos, que não querem ter mais filhos porque não têm tempo para eles, que as crianças e jovens dormem pouco, no entanto são incapazes de tomar medidas para reverter a situação. Pelo contrário, quanto mais tempo na escola melhor! Tenham filhos, que a escola cuida! E brincar?
Não tarda, estão a oferecer o jantar e caminha lavada, para que os pais possam trabalhar mais umas horas!
Os trigémeos apenas entraram na creche em Fevereiro de 2015, a meio do ano lectivo, então perderam uma série de actividades e acontecimentos do primeiro período.
Este ano, no início de Outubro, avisaram-me que ía um fotógrafo à escola para tirar as fotos habituais. Não tendo experiência própria, recordo-me da opinião das amigas e conhecidas, que as fotos da escola nunca ficavam nada de jeito, possivelmente por serem muitas crianças, pouco tempo e numas poses pouco naturais. Mas, como mãe muito vaidosa lá os mandei nesse dia com uma roupinha mais bonita para não dizerem que a culpa era da roupa! Logo nesse dia quando os fui buscar, as funcionárias disseram-me que eles tinham feito um brilharete nas fotos, o que fez aumentar a minha curiosidade e expectativa!
Esta semana recebi as fotos, e ao contrário da ideia que tinha inicialmente, estas ficaram maravilhosas! O fotógrafo conseguiu captar a essência e personalidade de cada um, e ainda um momento de carinho entre eles, o que também não é muito frequente nestas idades.
Um trabalho fantástico da equipa da Stampa.
O que acham?
Ps. As fotos são cópias das originais através do smartphone.