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Tardes de filho único

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Ter mais que um filho, sejam gémeos ou não, implica lidar com crianças completamente diferentes. No meu caso, apesar de trigémeos, têm personalidades muito diferentes, mas com necessidades muito idênticas. Desde o momento que eles vieram para casa até cerca dos 16 meses, senti necessidade de estar com os três em simultâneo, de brincarmos no mesmo espaço, de estabelecer um vínculo forte entre todos. Mas com o desenvolvimento, começou a haver uma maior disputa pela atenção da mãe e do pai, como correrem para ver quem apanha o colo primeiro, e fazerem birra se colocarmos um em cada perna. Confesso que esta incapacidade de ter braços e colo para todos estava a criar-me alguma ansiedade e frustração, que até eles sentiam e ficavam mais agitados. Pensei que tinha de mudar estratégias, e que teria que reorganizar horários de forma a conseguir estar algum tempo com cada um. Então, nas tardes que tenho disponibilidade, comecei a ir buscar apenas um (sem os outros se aperceberem) para passear, ir às compras, ir a um parque ou até mesmo dar colo e miminhos. Parece simples, mas para mim, não é assim tão fácil ir buscar apenas um e deixar dois na escola. Tem sido uma fase de crescimento, como mãe, aprender a separar três seres que nasceram em grupo. E de facto, estas tardes como mãe de filho único, têm sido maravilhosas; têm-me permitido conhecer melhor cada um dos meus filhos individualmente, ou levá-los a sítios banais que nunca iam, como ir a um supermercado ou cabeleireiro. E não sei se por coincidência ou satisfação, a verdade é que os três começaram a portar-se melhor em casa, brincam mais e implicam um pouco menos. 



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