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Nascer prematuro

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Se têm seguido o blogue, já devem ter percebido que os trigémeos nasceram muito antes do que estava previsto, exactamente 3 meses antes, no dia em que faziam as 27 semanas. Para quem tem dificuldade em pensar em semanas, se consideramos que a gestação é de 9 meses, eles nasceram de 6 meses, o Dinis pesava 1130g, a Maria 1070g e o Diego 965g. 
Hoje comemora-se o dia Mundial da Prematuridade e de facto nascer prematuro não é apenas ficar a crescer dentro de uma incubadora. Nascer prematuro implica muito mais! Nascer prematuro significa criar pais prematuros, significa lutar para viver desde o momento do parto! É aprender a viver um minuto, uma hora e um dia de cada vez, a acreditar que a situação vai estabilizar-se.
No dia em que os meus filhos nasceram fiquei muito preocupada pela situação e pelo prognóstico reservado, mas no dia em que tive alta e fui para casa sem eles e sem barriga o mundo desabou! Eu não queria acreditar que os tinha colocado e deixado naquela situação, existia um enorme sentimento de culpa pela prematuridade e pelo que estavam a sofrer. Os dias foram passando, todos na Ucin de Faro, com medo do que poderia ocorrer e de facto, até ao dia de saída, não podemos respirar de alívio. Nós pais nunca deixámos de acreditar, inclusivé quando me ligaram às 7 da manhã a pedir sangue porque um deles tinha piorado. Diariamente lhes transmitíamos amor, carinho e fé, através do contacto pele a pele, da voz, do banho...
É uma experiência que deixa marcas para a vida e que nos acompanha no crescimento dos nossos filhos. Nunca esquecerei todas as tias e tios (enfermeiros, médicos e auxiliares) que estiveram sempre presentes nos 72 dias de internamento e que graças a eles tenho três filhos saudáveis (até agora) e maravilhosos. 

Mães de prematuros, nunca deixem de acreditar... eles conseguem! 

Dinis, Maria e Diego, tão frágeis e tão fortes, vocês são os nossos heróis, vocês são o nosso orgulho!




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